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Após retorno das aulas em quatro cursos, UFJF registra 147 suspeitas de Covid

Dados são do primeiro boletim da plataforma Busco Saúde, que monitora infecções pelo coronavírus no ambiente universitário


Por Nayara Zanetti, estagiária sob supervisão da editora Rafaela Carvalho

30/08/2021 às 20h26- Atualizada 01/09/2021 às 07h56

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) verificou a ocorrência de 15 casos confirmados e 147 de suspeitas de Covid-19 entre alunos e profissionais da universidade após a retomada das atividades presenciais em quatro cursos da área da Saúde. Os dados são do sistema Busco Saúde, criado com o objetivo de auxiliar no registro e monitoramento dos sintomas de Covid-19 entre a comunidade universitária. O primeiro boletim epidemiológico da plataforma, divulgado na última sexta-feira (27), contabilizou os casos verificados durante oito semanas, desde 1º de julho.

Conforme os dados, foram realizados 187 atendimentos, com o monitoramento de 166 usuários desde o início das atividades. No mesmo período, foram identificados 147 casos suspeitos e 15 confirmados de Covid-19. Além disso, o boletim indicou que, até o dia 24 de agosto, a maioria das notificações foi de discentes (63% do total), seguidos por docentes (10%), técnico-administrativos (3%) e terceirizados (1%).

Os dados apontam para estabilidade no número de monitoramento realizados na 32ª semana em relação à 33ª semana, com uma queda de 75% no registro de novos casos confirmados. Entre 10 e 24 de agosto, houve uma redução de 100% na média móvel de novos casos, e também diminuiu em 33,3% o número de usuários monitorados, conforme a UFJF.

O último monitoramento divulgado foi o do dia 25 de agosto, no qual 15 membros da comunidade universitária estavam sendo monitorados, e quatro deles foram considerados casos suspeitos. Atualmente, o Busco Saúde conta com 1.404 usuários cadastrados, sendo 1.195 estudantes de graduação, 58 técnico-administrativos em educação (TAEs), 133 docentes e 18 terceirizados.

‘Diminuição da probabilidade de espalhar a doença’

Além de possibilitar aos alunos e profissionais da universidade a realização do automonitoramento, a plataforma também oferece acesso a profissionais de saúde habilitados para o atendimento por meio de um canal de teleorientação. Se necessário, o sistema encaminha os pacientes para os locais de atendimento em Juiz de Fora, contribuindo para a redução de aglomerações e grandes filas de espera em unidades de saúde.

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Os alunos, professores, técnicos administrativos e terceirizados devem se cadastrar na plataforma Busco Saúde e, ao apresentarem algum sintoma da Covid-19 ou contato com caso confirmado da doença, devem notificar no sistema. É indicado realizar o automonitoramento diariamente, para contribuir com uma maior segurança sanitária no campus.

Desta forma, segundo a pesquisadora e professora do Departamento de Ciência da Computação, Priscila Capriles, o Busco Saúde permite o acompanhamento em tempo real não só dos casos de Covid-19, mas também das pessoas que tiveram contato com esses casos. “Nós conseguimos saber com quem o caso suspeito teve contato, dessa forma, conversamos com essas pessoas para identificar se também estão contaminadas. Com isso, conseguimos manter a segurança dentro do campus com relação à diminuição da probabilidade de espalhar a doença”.

Nesse primeiro momento, a atuação do aplicativo foi bastante efetiva, conforme a avaliação dos pesquisadores responsáveis pela plataforma. Priscila comenta que o Busco Saúde proporcionou aos gestores uma tomada de decisão rápida. De acordo com a professora, houve uma grande adesão dos estudantes ao aplicativo, mas “ainda não atingiu os 100% de pessoas em atividade que estão se automonitorando”, pontuou.

Monitoramento na universidade

Com os debates acerca da retomada das atividades presenciais de outros cursos da UFJF, Priscila acredita que o sistema possa transmitir segurança para os alunos e docentes. A pesquisadora afirma que a plataforma está apta para receber novos usuários da UFJF. “O sistema está em constante aprimoramento. Os boletins vão nos auxiliar na divulgação de dados corretos e verídicos com relação ao sistema, para que a comunidade compreenda como está o cenário na universidade e o que tem sido feito para conter a contaminação”.

A estudante e coordenadora do Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da UFJF, Ana Ísis Silva Mendonça, acredita que as estratégias de rastreamento e monitoramento da plataforma possam ajudar a controlar a transmissão da doença no campus, mas, para isso, “é necessário a participação e uma boa adesão da comunidade acadêmica”.

“Enquanto estudante, eu acredito que o aplicativo é uma ótima ferramenta para dar mais segurança sanitária no campus da universidade, principalmente, por termos a oportunidade de receber instruções a respeito de quais são as melhores condutas a depender da situação em que a gente se encontra. Por exemplo, se eu estiver com suspeita de Covid, terei acesso a um acompanhamento com profissionais que foram treinados para isso”, comenta a estudante.

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