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Secretário indica passagem de JF para onda amarela do Minas Consciente 2.0

Retomada de salões de beleza e de consumo em bares deve começar a valer em seis dias

Por Gabriel Silvam, estagiário sob supervisão do editor Wendell Guiducci, e Renato Salles, repórter (colaborou Carolina Leonel)

30/07/2020 às 10h49- Atualizada 31/07/2020 às 15h36

O município de Juiz de Fora – bem como as demais cidades da macrorregião Sudeste – está próximo de entrar para a onda amarela do reformulado programa Minas Consciente. A mudança nos protocolos pode resultar na retomada de atividades que tiveram seus funcionamentos restritos nos últimos meses por conta da pandemia da Covid-19, como a reabertura de salões de beleza e a liberação de consumo interno em bares.

A tendência já havia sido antecipada pela Tribuna na última quarta-feira (29) e foi confirmada pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, em entrevista exclusiva à Rádio CBN Juiz de Fora (91,3 FM) na manhã desta quinta-feira (30). O titular da pasta apontou, também, indicativos positivos de estabilização da proliferação do coronavírus na Zona da Mata ao longo das três últimas semanas.

A transição dos municípios para a nova classificação fica para a próxima quinta-feira, dia 6 de agosto, quando avaliação final oficializará em qual das três ondas cada região ficará. Até aqui, eram quatro ondas: verde, branca, amarela e vermelha, além de uma faixa roxa, em que figuravam algumas atividades, como academias de ginástica, e que não tinha um cronograma de retomada definido. Agora, permanecem apenas três faixas de restrição, e em ordens diferentes.

Nas cidades que estiverem na onda vermelha, estarão permitidos apenas os funcionamentos de serviços essenciais, como supermercados, padarias, farmácias, bancos, depósitos de material de construção, fábricas e indústrias, lojas de artigos de perfumaria e cosméticos e hotéis. Nesta faixa, bares e restaurantes poderão atuar apenas no modelo de delivery e retirada.

Já na onda amarela, poderão funcionar atividades diversas, como lojas de artigos esportivos, eletrônicos, floriculturas, autoescolas, livrarias, papelarias, salões de beleza. Neste caso, bares e restaurantes já poderão ter consumo interno. Por fim, na verde, fica liberado o funcionamento de academias, teatros, cinemas e clubes.

‘Bom desempenho’

Segundo Amaral, a região de Juiz de Fora apresentou bom desempenho no combate à pandemia desde a transição para a onda branca do programa de retomada econômica do estado, há três semanas. Os indicadores positivos de maneira sustentada, observados pela SES, são justamente o fator que indica a alta probabilidade de o município se enquadrar na onda amarela na versão “2.0” do programa, como denominou o próprio secretário.

“(A Zona da Mata) vem, há três semanas, com equilíbrio, com a capacidade de leitos estabilizada e o número de transmissões relativamente estabilizado. Mas, nessa semana, ela ainda se mantém na onda branca”, alertou o secretário de Saúde.

Estado defende ‘novo caminho’

Durante a entrevista concedida à CBN Juiz de Fora, o secretário estadual de saúde pontuou que as mudanças efetivadas no Minas Consciente ocorreram após avaliação interna do Comitê Extraordinário Covid-19 e também teve em conta as sugestões obtidas na consulta pública aberta na última semana.

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“O que nós tentamos fazer agora é um novo caminho. Principalmente para as regiões que estão fazendo o dever de casa e tendo um resultado satisfatório”, explicou Carlos Eduardo Amaral.

Entretanto, o secretário voltou a salientar a importância da colaboração da população para que não haja grandes saltos no número de casos. “Estamos em meio à pandemia, é fundamental que cada cidadão mantenha seus cuidados e tenha uma visão coletiva grande. O uso de máscaras, a higiene e o distanciamento ainda são importantes”, afirmou.

Além da mudança central no Minas Consciente, com ondas menos restritivas, a versão repaginada também dá maior liberdade a cidades com até 30 mil habitantes, que passam a ter regras próprias para a retomada econômica.

Por fim, o Governo de Minas também alterou os protocolos de higienização necessários para os estabelecimentos reabertos. Antes, cada atividade possuía medidas próprias de sanitização para a retomada segura. Agora, os protocolos foram unificados. “É como se fosse uma cartilha em que todos os nossos protocolos estão lá”, explicou o secretário estadual.

Celebrações religiosas devem respeitar distanciamento

Segundo o secretário Carlos Eduardo Amaral, a os templos religiosos não são regulados pelo Estado, conforme previsão na Constituição Federal. “Nós não damos alvará, nem Estado e nem Município”, confirma Amaral. Segundo o gestor, a orientação do Governo de Minas Gerais é pelo respeito às medidas de higiene, as quais contemplam todos os estabelecimentos comerciais. “A orientação é que eles sigam os protocolos de distanciamento: número de aglomeração, distanciamento, cuidados com a higiene, tudo que tem nos protocolos básicos de toda as atividades”, completa.

O tema, inclusive, foi um dos pontos de debate de reunião do comitê formado no âmbito municipal para discutir as ações de enfrentamento à pandemia da Covid-19. O encontro aconteceu na noite desta quinta-feira e contou com a presença do prefeito Antônio Almas (PSDB). Diante do posicionamento público manifestado pelo Governo do Estado, as deliberações foram no sentido de que o Município trabalhe em um protocolo local específico para a retomada das atividades presenciais de templos religiosos.

Migrações seguirão novos prazos

Além da mudança das ondas, Fernando Passalio pontuou a alteração em relação aos prazos para migração de uma etapa para outra. Na atual versão do Minas Consciente, são necessários 21 dias para que um município possa migrar de onda. Na nova versão, o período será de sete dias da onda vermelha para a amarela e de 28 da onda amarela para a verde.

Outra alteração do programa prevê a análise de dados também nas 62 microrregiões do estado, além das 14 macrorregiões. Os indicadores levados em consideração serão: taxa de ocupação de leitos UTI adulto, taxa de ocupação de leitos UTI adulto por Covid-19, leitos por 100 mil habitantes, taxa de transmissão, percentual de aumento da incidência da doença e porcentagem de aumento da positividade dos exames RT-PCR.

Ouça a entrevista na íntegra

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