Após ato, rodoviários rejeitam proposta e nova reunião de negociação fica para a próxima semana

Categoria pede reajuste de 12,5% e proposta do consórcio é de 5,18%


Por Tribuna

28/08/2025 às 12h59- Atualizada 28/08/2025 às 19h13

Rodoviários de Juiz de Fora rejeitaram, nesta quinta-feira (28), a proposta apresentada pelo Consórcio Via JF de reajuste salarial de 5,18%. A categoria reivindica 12,5%. A decisão foi discutida em assembleias realizadas às 9h e às 15h pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro-JF). Até o momento, cinco rodadas de negociação ocorreram sem acordo. Uma nova reunião de mediação no Ministério do Trabalho está marcada para segunda-feira (1º).

Entre as assembleias, no início da tarde, trabalhadores promoveram um ato que causou retenção no trânsito do Centro e comprometeu a oferta do transporte coletivo. A passeata ocorreu na Avenida Getúlio Vargas – sobretudo na esquina com a Rua Mister Moore – e na Avenida Rio Branco, nas proximidades da Cesama. Os ônibus circularam em velocidade reduzida, o que levou muitos passageiros a desistirem da espera e seguirem a pé

O vice-presidente do Sinttro-JF, Claudinei Janeiro, afirmou que o protesto durou uma hora, “para chamar a atenção e dar celeridade nas negociações”.

A Prefeitura de Juiz de Fora destacou que, por se tratar de um serviço público essencial, qualquer movimentação de greve deve ser formalizada oficialmente, o que não ocorreu. O Consórcio Via JF também informou não ter sido comunicado.

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) destacou que, por se tratar de um serviço público essencial, qualquer movimentação de greve deve ser formalizada oficialmente, o que não ocorreu. O Consórcio Via JF também informou não ter sido comunicado.

Transtorno

A Tribuna esteve na Getúlio Vargas e conversou com passageiros, que não quiseram se identificar. Um senhor disse que estava esperando há 20 minutos para ir para casa e não sabia que estava havendo o protesto. Ele conta que percebeu uma espera maior do que a normal e que o movimento estava ficando cada vez maior.

Uma senhora contou que estava há mais de uma hora esperando para ir trabalhar e estava atrasada, quando o ônibus chegou. Ela estava acompanhada de uma menina, que, saindo da escola, esperava também há bastante tempo para voltar para casa.

Claudinei divulgou um vídeo, em rede social, em que trabalhadores uniformizados estendem faixas, com os dizeres: “Reajuste salarial, já!”, “Patrão: se não reajustar, o transporte vai parar 100%”, e “O não pgto [sic] do subsídio atrapalha”.

Subsídio

A Prefeitura informou que a situação do subsídio ao transporte está regularizada e que os recursos são destinados exclusivamente à manutenção da tarifa e das gratuidades previstas em lei.

Em nota, o Consórcio Via JF afirmou que não atribuiu à Administração municipal responsabilidades nas negociações salariais e que tem atuado de forma autônoma, dentro das mediações conduzidas pelo Ministério do Trabalho.

 

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