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Fila de espera por leito em hospital chega a 100 pacientes por dia em Juiz de Fora

Levantamento da Ouvidoria de Saúde aponta que maior demanda por leitos é para a realização de cirurgias de urgência na áreas ortopédica, geral, vascular, oncológica e pediátrica


Por Carolina Leonel

22/06/2022 às 08h07

A fila de espera por um leito hospitalar em Juiz e Fora chega a cem pacientes por dia, de acordo com a Ouvidoria Municipal de Saúde. Na avaliação da ouvidora Samantha Borchear, a situação é “preocupante” e não para de crescer o número de pacientes que aguardam por regulação para uma unidade hospitalar, em busca da realização de uma cirurgia ou demais procedimentos da rede de urgência e emergência. A informação foi dada pelo jornalista Ricardo Ribeiro, em seu perfil nas redes sociais. À Tribuna, o ouvidora disse que “os hospitais estão atuando com a capacidade máxima e, mesmo assim, não estão dando conta”.

O jornal entrou em contato com a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e solicitou a confirmação dos dados. Até a publicação desta matéria, entretanto, a pasta não havia retornado a solicitação.

Na avaliação de Samantha Borchear, a situação é consequência do impacto da pandemia na saúde pública ao longo dos últimos dois anos (Foto: Arquivo pessoal)

Em geral, os pacientes que esperam por regulação de vaga, aguardam em unidades de pronto atendimento. A demora para a transferência, portanto, pode sobrecarregar o sistema de saúde, fazendo com que as unidades fiquem lotadas, além de expor os pacientes a uma espera exaustiva por tratamento adequado. Conforme a ouvidora, a maior demanda por vagas é para a realização de cirurgias de urgência na áreas ortopédica, geral, vascular, oncológica e pediátrica. Além disso, conforme Samantha, há casos de espera por vagas em leitos de enfermaria e em unidades de tratamento intensivo (UTI).

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Na avaliação da ouvidora, a atual situação é consequência do impacto da pandemia na saúde pública ao longo dos últimos dois anos. “Esses dois anos de paralisação, de cirurgia suspensas e tratamentos interrompidos, impactou essa demanda reprimida que está chegando agora. Excetuando a ortopedia, que sempre teve uma demanda muito grande.”

Samantha esclarece que o trabalho da Ouvidora de Saúde é auxiliar o cidadão, por meio da parceria com a equipe da Central de Regulação de Vagas. “Nós acionamos os hospitais, profissionais que possam ajudar na rotatividade dos leitos, respeitando as prioridades, os casos mais graves e a regulação médica. Nosso serviço não pode e não deve burlar o sistema de regulação e as prioridades que são colocadas por questões clínicas e médicas. Mas, dentro das nossas atribuições, de forma legal, nós atuamos no sentido de cobrar das instituições o atendimento desses pacientes”, afirmou. Ainda conforme a Samantha, a Ouvidoria também tem atuações de caráter coletivo junto à gestão municipal, com o Ministério Público e também junto aos prestadores de serviço.

A Ouvidoria de Saúde recebe reclamações, denúncias e sugestões pelo site da PJF e pelo telefone 136. Nestes canais, as denúncias podem ser realizadas de modo anônimo ou sigiloso. O denunciante também pode usar o e-mail [email protected]. Neste caso, o remetente deve solicitar o sigilo ou o anonimato. Outras informações podem ser requisitadas pelo telefone 3690-8135.

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