Ministério Público conduz inquérito para apurar uso indevido de recursos públicos no Procon de Juiz de Fora

Investigação diz respeito a uso indevido de recursos públicos, contratações e exonerações irregulares


Por Hugo Netto

22/04/2026 às 09h08- Atualizada 29/04/2026 às 11h29

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) retomou, na última semana, o curso de um inquérito civil para apurar a gestão do Procon Municipal de Juiz de Fora, envolvendo uso indevido de recursos públicos, contratações e exonerações irregulares, e outras eventuais ilegalidades administrativas. 

O inquérito estava suspenso desde dezembro de 2025, aguardando decisão da Procuradoria-Geral de Justiça para determinar se a investigação deveria ser conduzida pela Curadoria de Consumidor ou pela Curadoria de Patrimônio Público. Na última semana, a decisão foi favorável à Curadoria de Patrimônio Público, permitindo o reinício das diligências.

O inquérito considera sete manifestações recebidas na ouvidoria do Ministério Público. A Tribuna pediu outros detalhes ao MPMG, e atualizará a matéria caso haja retorno.

Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora, por meio do Procon, informou que “todas as informações solicitadas no referido pedido já foram devidamente fornecidas”.

Além disso, a Administração municipal manifestou, de “forma enfática”, que as denúncias não têm qualquer fundamento. Segundo a Prefeitura, as informações falsas podem ter circulado por parte de pessoas inconformadas com remanejamentos administrativos realizados.

O Ministério Público pede para que pessoas que tenham informações sobre ilícitos entrem em contato com o órgão diretamente, pelo telefone, e-mail ou presencialmente. “Sempre garantimos o anonimato, mas esse contato é importante para que nós possamos buscar com o denunciante os indícios concretos de ocorrências, o que torna nosso trabalho muito mais resolutivo”.