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Campanhas arrecadam roupas e cobertores para doação em JF

Queda nas temperaturas e chegada do inverno aumentam demanda por itens para aquecer; há iniciativas voltadas para diversos públicos


Por Renan Ribeiro

20/06/2021 às 07h00- Atualizada 23/06/2021 às 21h28

A manhã mais fria do ano, até o momento, foi registrada na última segunda-feira (14), quando a temperatura mínima atingiu 11,1 graus, com sensação térmica de 5. A tendência, a partir de agora, é de que o clima continue frio, principalmente com a chegada do inverno, que começa nesta segunda-feira (21). A estação é marcada pelas baixas temperaturas, o que aumenta a preocupação com a população em vulnerabilidade social, em especial, as pessoas em situação de rua. Com o intuito de amenizar o sofrimento causado pela exposição ao frio, diversas instituições sem fins lucrativos de Juiz de Fora realizam campanhas para arrecadar itens como agasalhos e cobertores para que essas pessoas possam ter condições de se manter aquecidas.

De acordo com a vice-presidente da Fundação Maria Mãe – Obra dos Pequeninos de Jesus, Marta Helena Meireles de Resende, a instituição, que atende pessoas em situação de rua, vê a demanda aumentar nessa época, porque a estação mais fria do ano é considerada a mais crítica para essa população. “O que fazemos é buscar amenizar esse sofrimento, porque não oferecemos o acolhimento, e sabemos que não há vagas para abrigar toda essa população. Trabalhamos, então, nessa frente de fornecer o alimento, o banho e roupas.”

O público da instituição é majoritariamente composto por homens. Desse modo, há uma procura por casacos, cobertores, toucas, meias e calçados. As roupas fazem parte das doações feitas pela casa ao longo do ano todo, assim como os produtos de higiene, como sabonetes, xampus, condicionadores e aparelhos de barbear, mas, nessa época, elas se tornam ainda mais imprescindíveis.

De acordo com Marta, houve uma abordagem diferente neste ano, porque a fundação comprou três rolos de moletom para produzir os agasalhos, por meio de uma parceria com uma confecção, porque sairia mais barato. No entanto, no momento, com a maior demanda, também é preciso recurso financeiro para contratar a mão de obra, comprar mais insumos e continuar produzindo, para não depender exclusivamente das doações de artigos usados.

Também no atendimento de pessoas em situação de rua, a Sopa dos Pobres, está recebendo cobertores novos, assim como doações em dinheiro para comprá-los. Há também o Programa de Atendimento de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade Social e Situação de Rua (PAAVS), cuja campanha é voltada para a arrecadação de agasalhos e cobertores.

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População em situação de rua é um dos focos das ações, que visam a proteger as pessoas vulneráveis durante a estação mais fria do ano (Foto: Fernando Priamo)

Famílias também são contempladas

Já os Anjos da Rua recebem cobertores e roupas de frio em geral, que estejam em bom estado, na parceria com o Café Flux, onde as pessoas podem deixar suas doações. No caso desta ONG, além do trabalho com a população em situação de rua, há também o suporte a famílias em situação de vulnerabilidade. “Nos deparamos com crianças, idosos, famílias inteiras que não têm agasalhos. Elas passam muito frio”, relata a coordenadora do Anjos da Rua, Maria Lúcia Moreira.

O Grupo Amigos por Doação também está recebendo doações de roupas e cobertores novos ou usados. Os artigos que os voluntários não conseguem levar para doar nas ruas, encaminham para instituições parceiras, que mantêm contato com famílias.

O Grupo Espírita Alfredtz Halzeireing Müller é outra entidade que recebe doações que são destinadas a famílias, que também podem ser de artigos novos ou usados, além de dinheiro para comprar cobertores e roupas de frio.

Todas as idades

Na Sociedade Beneficente Mão Amiga, que atende 200 famílias, há a necessidade de roupas e cobertores de todos os tamanhos e para todas as idades. “Começamos com os idosos, e as maiores demandas são de meias e cobertores. Mas também podem ser doadas mantas pequenas para recém-nascidos, até cobertas maiores, para homens, mulheres e crianças. Esperamos conseguir reunir cobertores para todos até o dia 10 de julho, mas, no momento, temos pouca quantidade de doações”, explica a fundadora e presidente da instituição, Maria Aparecida da Silva.

Confira, na arte ao lado, as campanhas em andamento e como contribuir. Caso conheça alguma campanha que não foi citada na matéria, entre em contato com a Tribuna pelo WhatsApp (32) 99975-2627.

 

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