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Cesama inicia obra de interligação entre adutora de Chapéu D’uvas e ETA Castelo Branco

A Cesama deu início, nesta segunda (19), ao assentamento das tubulações que farão a interligação entre a adutora de Chapéu d’Uvas e a Estação de Tratamento de Água (ETA) Marechal Castelo Branco, na Remonta,  que trata a água da Represa João Penido. Com a nova adutora, a estação passará a receber água também do manancial de Chapéu […]

Por Tribuna

19/10/2015 às 11h38- Atualizada 19/10/2015 às 14h38

A Cesama deu início, nesta segunda (19), ao assentamento das tubulações que farão a interligação entre a adutora de Chapéu d’Uvas e a Estação de Tratamento de Água (ETA) Marechal Castelo Branco, na Remonta,  que trata a água da Represa João Penido. Com a nova adutora, a estação passará a receber água também do manancial de Chapéu d’Uvas,  promovendo mais flexibilidade e operacionalidade ao sistema de abastecimento do município.

Segundo a assessoria de comunicação da Cesama, ao possibilitar que a água de Chapéu d’Uvas também seja tratada na ETA Marechal Castelo Branco, a nova adutora aumentará a  produtividade na estação, já que o manancial de Chapéu d’Uvas é mais estável e com águas menos turvas do que João Penido, o que acelera o processo de tratamento. Com isso, a Represa João Penido, mais afetada pelos efeitos da crise hídrica nos últimos dois anos, poderá ser poupada em cerca de 300 litros por segundo.

Conforme a Cesama, a atual captação da represa é de 580 litros por segundo e, com a nova intervenção, a média cairá para 280 litros/segundo.  Ainda de acordo com a companhia, a obra possibilitará que a João Penido tenha, ao final do período de estiagem, o dobro do volume a que chega atualmente. Se compararmos com os números de 2014, que já registrou chuvas abaixo da média e em que João Penido chegou a 20% de sua capacidade ao final da estiagem, é possível afirmar que a nova adutora permitirá que este percentual seja de aproximadamente 40%.

A previsão é de que os trabalhos sejam finalizados em seis meses. A nova adutora terá uma extensão de 6.450 metros, e é composta por tubos de ferro fundido, com 600 milímetros de diâmetro.

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Trânsito alterado e outras intervenções

As obras  serão iniciadas no trecho próximo à saída da estação de tratamento e, para isso, será necessário interditar totalmente o trânsito local, impedindo o acesso à Avenida Eudóxio Infante Vieira, conhecida como “Estrada Velha da Represa”. A interdição será realizada sempre de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Moradores que quiserem chegar aos imóveis localizados depois deste ponto deverão acessar a estrada pelo Bairro Barreira do Triunfo.

Além da interligação, continuam em andamento as obras de implantação da subadutora de São Pedro, do novo reservatório do Bairro Caiçaras e da elevatória de Carlos Chagas, que irão reforçar o sistema de abastecimento da Cidade Alta. Somadas, as obras chegam a, aproximadamente, R$ 78,5 milhões. De acordo com a assessoria de comunicação da Cesama, o último grande investimento no abastecimento da cidade teria sido a inauguração da Terceira Adutora, em 1995.

No ano passado, a inauguração do booster da Terceira Adutora possibilitou o aumento da vazão de água nas redes, melhorando a oferta para os usuários. Em agosto do mesmo ano, o advento da adutora de Chapéu d’Uvas passou a adicionar até 900 litros de água por segundo ao sistema produtivo da cidade. Com a crise hídrica registrada em várias cidades brasileiras, a entrada do manancial na matriz de abastecimento  foi determinante para que a Represa João Penido não chegasse a secar totalmente. Segundo a Cesama, a adutora só não vem sendo utilizada em sua total capacidade devido a problemas geotécnicos verificados nas obras de ampliação da ETA Walfrido Machado Mendonça (ETA CDI). Por meio de uma ação judicial, a Cesama busca apurar as responsabilidades do caso.

 

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