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PJF solicita pronunciamento do TRT sobre greve dos rodoviários

Por meio da procuradoria, Executivo contesta paralisação total do sistema público de transporte no município


Por Gabriel Silva, estagiário sob supervisão do editor Eduardo Valente

19/08/2020 às 12h04

A Procuradoria Geral do Município da Prefeitura de Juiz de Fora (PGM/PJF) enviou ofício ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) solicitando pronunciamento sobre a greve dos trabalhadores rodoviários. O processo na Justiça foi confirmado na manhã desta quarta-feira e ocorre pela obstrução completa do serviço de transporte no município, em detrimento à manutenção do percentual mínimo de 30% das linhas em operação, definida em regimento próprio.

A iniciativa foi tomada pela PJF pela falta de acordo entre os patrões e os trabalhadores, que realizam o movimento grevista a mais de 24 horas. Em nota, a Prefeitura reforçou que o TRT havia determinado, na paralisação dos rodoviários ocorrida em julho, que o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários (Sinttro), que coordena a manifestação, garantisse a permanência de ao menos 60% da frota do transporte coletivo em operação. Dada a falta de perspectivas para chegada em um denominador comum, ainda não há projeção para a retomada dos ônibus nas ruas.

Na nota, a Secretaria de Transportes e Trânsito (Settra) afirmou que “não se está discutindo o direito de greve dos empregados. O que está sendo contestado é o descumprimento da norma legal, que garante o exercício de tal direito, mas impõe a ressalva da prestação mínima do serviço, no caso dos serviços essenciais”, justifica a pasta municipal.

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Ainda na terça-feira (18), a Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora (Astransp) informou que já havia solicitado dissídio coletivo no TRT. “(…) todas as medidas administrativas e judiciais estão sendo tomadas para a regularização do funcionamento do sistema e pelo fim da abusividade da greve provocada pelos trabalhadores, especialmente para que o Sinttro cumpra com a legislação, respeitando as normas de garantia mínima de funcionamento do serviço essencial de transporte coletivo, mesmo em estado de greve”, afirmou a organização, em nota.

Desde as primeiras horas de terça-feira, toda a frota está parada. Procurada pela Tribuna na manhã desta quarta-feira, a Astransp voltou a ressaltar que busca na Justiça o direito de retomar as atividades. De acordo com a entidade, a ordem judicial do TRT pode sair a qualquer momento.