Imposição das cinzas marca início da Quaresma

Para os religiosos, inicia-se um período de penitência e preparação para a Páscoa

Por Marcos Araújo

14/02/2018 às 17h56 - Atualizada 14/02/2018 às 17h57

Celebração na Catedral Metropolitana ficou lotada por fiéis dispostos a iniciar um tempo de renovação

Pensar e renunciar a tudo aquilo que é contra a nossa vida e a vida do próximo. Este é um dos objetivos da Quaresma, período do ano litúrgico que antecede a Páscoa, e tem início nesta Quarta-feira de Cinzas (15). Em Juiz de Fora, a celebração de imposição das cinzas foi realizada em diversas paróquias do município, também servindo de começo, em todo o Brasil, da Campanha da Fraternidade 2018, que tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência” e “Vós sois todos irmãos”, como lema. Na tarde desta quarta, a Catedral Metropolitana, na região central da cidade, ficou lotada de fies para uma das quatro missa das cinzas realizadas no templo. A quarta celebração foi realizada às 19h por Dom Gil Antônio Moreira, para abertura oficial da Campanha da Fraternidade.

Durante a celebração da tarde, conduzida pelo Padre José Maurício de Paula, foi lembrado aos católicos que, com a benção das cinzas, tem início o tempo da Quaresma, que é um período de conversão, penitência e preparação para a Páscoa, tempo mais importante do período litúrgico, porque celebra a ressurreição de Jesus ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário, conforme o Novo Testamento. Segundo a tradição religiosa, a cinza recorda que somos pó e ao pó da terra voltaremos, para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa, para não mais perecer.

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Para a reflexão dos católicos, o Padre José Maurício, durante a homilia, chamou a atenção que, no Brasil, a cada uma hora, cinco pessoas morrem por meio de uma arma de fogo. “É tempo de rever nossa vida, nossa conduta. É tempo de renovação interior. A violência deve ser superada, porque todos somos irmãos perante Cristo”, afirmou o religioso, ressaltando que a violência também deve ser enxergada e vencida no campo da educação e da saúde, pois “implica em violência contra o povo”.

O administrador, Carlos Eduardo de Almeida, de 39 anos, era um das dezenas de pessoas que acompanhava a celebração. Para ele, a Quaresma é tempo de renovação. “A cinza para mim é sinal de penitência, que devo olhar para trás e me renovar”, destacou.

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