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Taxista é absolvido da acusação de participar da morte de jovem em JF

Júri popular absolveu o réu, reconhecendo que sua ação concorreu para que vítima fosse morta


Por Carolina Leonel

13/05/2022 às 17h51

O taxista Yuri Andrei Ferreira Mendes, de 30 anos, foi absolvido pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Juiz de Fora do homicídio de Luthyano dos Santos Pereira, 22, ocorrido no dia 29 de agosto de 2018 no Bairro Linhares, Zona Leste de Juiz de Fora. A Tribuna teve acesso ao resultado do julgamento nesta sexta-feira (13). A sessão foi realizada na última quinta (12). De acordo com a sentença, os jurados absolveram o réu, “mesmo reconhecendo que a vítima fora assassinada e que o réu concorreu para que fosse morta, levando o executor ao local dos fatos, aguardando que executasse a vítima e dando-lhe fuga em seguida”, cabendo ao juiz Paulo Tristão, presidente do Tribunal do Júri, julgar improcedente a acusação, absolvendo o réu.

O crime foi praticado durante a tarde na Rua Maria Augusta. Luthyano foi encontrado caído na via, com disparos na cabeça e no abdômen. Ele estava inconsciente, mas ainda com sinais vitais, e chegou a ser socorrido até o HPS em estado grave, mas não resistiu. Na ocasião, a Polícia Militar recebeu informações de que o atirador havia desembarcado de um táxi e aberto fogo, após o jovem ter sido chamado pelo nome.

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O taxista, agora absolvido, era acusado de ter concorrido para a prática de homicídio qualificado. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), no dia do crime, o taxista levou o atirador e uma mulher até as proximidades da casa da vítima, no táxi em que trabalhava, acompanhado de um terceiro homem, que tinha a função de permanecer no carro dando cobertura. Chegando ao local, o atirador e a mulher desembarcaram do veículo e foram em direção à vítima. A suspeita chamou Luthyano pelo nome, enquanto o comparsa efetuou os disparos que causaram sua morte. A dupla ainda teria fugido no mesmo táxi, que os aguardava em outra rua. Na alegação, o MP afirmava que o taxista teria agido por motivo torpe, relacionado a uma dívida que teria adquirido com o acusado de atirar, enquanto os dois estavam presos no Ceresp.

Segundo o Tribunal do Júri, o processo relacionado ao homicídio possui quatro réus, incluindo uma mulher, e foi desmembrado após dois deles recorrerem da decisão de serem submetidos a julgamento popular. Alan Cristian da Silveira Gomes, acusado de atirar contra a vítima, foi julgado em 29 de junho do ano passado e condenado a 25 anos de prisão, em regime inicial fechado.

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