Estreia ‘Corpo a corpo’, primeiro podcast original da Tribuna de Minas

Primeiro episódio, ‘O busão tá lotado’, acompanha passageiros de ônibus que usam linhas que passam pela UFJF


Por Gabriel Bhering, estagiário sob supervisão de Marcos Araújo

07/08/2022 às 07h00- Atualizada 08/08/2022 às 08h17

podcast

A primeira série de podcasts da Tribuna de Minas, intitulada “Corpo a corpo”, foi lançada neste domingo (7). A novidade tem como meta ampliar o processo de imersão da Tribuna no ambiente on-line e, ao mesmo tempo, revitalizar o contato da reportagem com as pessoas nas ruas da cidade, valorizando a ambientação e a contextualização mais humanizada dos relatos. Durante a produção do novo conteúdo, os repórteres foram a campo, buscando o corpo a corpo com seus personagens. No primeiro episódio, “O busão tá lotado”, os estagiários Gabriel Bhering e Nayara Zanetti acompanham, sob orientação do editor Wendell Guiducci, passageiros que enfrentam problemas na utilização do transporte coletivo para chegar até a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

O coordenador de internet da Tribuna, Eduardo Valente, conta que o podcast era uma vontade muito antiga da redação e está se concretizando neste momento em que a Tribuna está se digitalizando. “A gente está muito feliz em estar desenvolvendo esse trabalho em equipe, porque está coincidindo com o momento em que a gente percebe que o podcast ‘furou a bolha’. Esse formato deixou de ser algo tão nichado e específico e está se tornando um meio de comunicação de jornalismo para atingir uma massa. Estamos apostando muito nesse formato.”

Clique aqui e ouça o podcast ‘O busão tá lotado’

Raízes em tempos remotos

Apesar do podcast ser uma tendência da contemporaneidade, esse formato tem suas raízes nos tempos mais remotos, como ressalta o editor de Cultura e idealizador do projeto, Wendell Guiducci. “Penso que o podcast, para o jornalismo, tem representado a recuperação de duas manifestações: o uso da linguagem radiofônica em toda sua amplitude e possibilidades, agora em ambiente digital, e a grande reportagem. Parece novidade, mas reinstaura uma forma de contar histórias que na verdade é a mais antiga entre todas, que é a forma oral. Ao mesmo tempo que é muito adequado ao momento de aceleração e pressa que vivemos, pois o ouvinte pode escutar enquanto executa outras tarefas, no trânsito, lavando louça ou antes de dormir, o podcast também se apresenta como uma oportunidade de desaceleração, de contemplação, de parar e ouvir aquele relato, como o ser humano sempre fez desde tempos antigos, quando aprendeu a se comunicar e contar histórias.”

Subversão da lógica do jornalista sentado

A plataformização do jornalismo, que solicita das redações de impresso novos formatos, como o podcast, sugere vários benefícios, como agilidade na cobertura, o jornalismo colaborativo e o encurtamento das distâncias. No entanto, essa nova realidade tem provocado, segundo Guiducci, uma certa desumanização na profissão. “A nossa ideia com o podcast ‘Corpo a corpo’ é fazer o movimento contrário, subverter a lógica do ‘jornalista sentado’ que tem se alastrado em nosso meio e recolocar os repórteres na rua, onde as coisas acontecem. Recuperar o corpo a corpo e o olho no olho, o relato colhido no lugar, valorizar a ambientação, a profundidade e a contextualização.”
No primeiro episódio da série “Corpo a corpo” você vai viajar na companhia de Juliano Mendes e Virgínia Rodrigues, usuários do transporte coletivo, que vem apresentando muitos problemas. Ambos utilizam ônibus para se deslocarem em direção à UFJF, onde Juliano estuda rádio, TV e internet (RTVI), e Virgínia trabalha na equipe de Cerimonial e Eventos da Diretoria de Imagem Institucional, além de também cursar disciplinas isoladas.
O leitor, que agora pode ser também nosso ouvinte, pode escutar o primeiro podcast da série “Corpo a corpo” no perfil do Spotify da Tribuna neste link.

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