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Moradores reagem a ação da PM na Vila Esperança II

Segundo a corporação, grupo ateou fogo para interditar vias e arremessou pedras e garrafas contra policiais


Por Sandra Zanella

03/06/2020 às 17h42- Atualizada 03/06/2020 às 18h34

Uma ação da Polícia Militar na Vila Esperança II, Zona Norte de Juiz de Fora, terminou em confronto entre policiais e moradores na noite de terça-feira (2). Segundo a corporação, após a prisão de dois suspeitos por porte ilegal de arma e tráfico de drogas, um grupo ateou fogo em materiais para interditar vias e arremessou pedras e garrafas de vidro contra os militares, que responderam com tiros de borracha e bombas de efeito moral. O tumulto não deixou feridos, mas assustou os residentes da região, historicamente marcada por outros conflitos semelhantes em decorrência de operações policiais. Desta vez, o clima de tensão levou à mobilização de dez viaturas e 32 militares.

Um morador do bairro ouvido pela Tribuna, que preferiu não ter sua identidade revelada, relatou a situação de medo. Segundo ele, por pouco não foi atingido pelas bombas de efeito moral. Ainda conforme o homem, a animosidade se deu após a prisão dos rapazes, fato que teria causado a manifestação. Na visão dele, a PM “não estaria preparada para a ação, colocando em risco a vida de pessoas de bem que ali residem”. O desespero de moradores também foi mostrado em vídeos que circulam nas redes sociais.

Em nota divulgada nesta quarta (3), a PM disse ter desencadeado a ação na noite de terça na Vila Esperança II “em virtude de recentes crimes violentos ocorridos naquele local”. Um deles foi uma tentativa de homicídio registrada no último dia 28, quando um homem, 26, foi baleado na cabeça e socorrido por populares até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte. Durante os trabalhos de prevenção e repressão na terça, os militares observaram que dois irmãos gêmeos, de 23 anos, que estavam parados em via pública, correram para o interior de residências diante da aproximação policial. Na fuga, eles teriam arremessado uma sacola em outra casa. O material foi apreendido e continha um revólver calibre 32, com numeração raspada e carregado com seis munições intactas, quatro pinos de cocaína, nove tabletes de maconha e a quantia de R$ 35. Os suspeitos foram alcançados e capturados. Ainda conforme a PM, contra os irmãos já havia mandados de prisão. O morador de uma das casas que serviu de abrigo, 20, teria negado a entrada da polícia e também foi detido, por favorecimento pessoal.

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Ainda segundo a corporação, quando os militares deixaram o local da abordagem, foram surpreendidos pelas barricadas, montadas em algumas vias mediante a queima de vários objetos, como pneus, colchões e móveis, que impediam a passagem de pessoas e veículos. Em seguida, o grupo, em protesto, passou a arremessar pedras e garrafas de vidro na direção dos PMs, que lançaram mão dos disparos de elastômero e das granadas de efeito moral para afastar os envolvidos. “Para repelir a injusta agressão, as equipes policiais usaram instrumentos de menor potencial ofensivo e fizeram dispersão parcial dos manifestantes, restabelecendo a ordem pública”, disse a corporação na nota. Logo depois, o Corpo de Bombeiros foi acionado para debelar as chamas.

A PM informou, nesta quarta, que continua com o policiamento preventivo na Vila Esperança, “a fim de garantir a segurança dos cidadãos e preservar a ordem pública”.

Tópicos: polícia

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