Manifestantes vão às ruas em JF em protestos contra Bolsonaro
Entre as pautas da mobilização estavam a defesa de mais vacinas, ações contra a fome e o desemprego, impeachment do presidente e posicionamentos contrários aos cortes na educação, às privatizações e à reforma administrativa

Veja mais da Tribuna no Google
Adicione a Tribuna de Minas como fonte preferencial para ver mais do nosso conteúdo na Pesquisa Google.
Adicionar Tribuna de Minas
Manifestantes foram às ruas em várias cidades do país para protestar contra o Governo do presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (2). O ato, em Juiz de Fora, teve início no Parque Halfeld, no Centro, de onde os manifestantes seguiram pela Avenida Rio Branco até a Rua Afonso Pinto da Mota, acessando a Avenida Getúlio Vargas, para terminar o trajeto na Praça da Estação. Entre as pautas da mobilização, estavam a defesa de mais vacinas para a população brasileira, ações contra a fome e o desemprego, impeachment do presidente e posicionamentos contrários aos cortes na educação, às privatizações de empresas estatais e à reforma administrativa.
Os manifestantes concentraram-se em frente à Câmara Municipal, a partir de 10h, e cerca de uma hora e meia depois saíram em caminhada. Cartazes e camisetas com o dizer “Fora, Bolsonaro” marcaram presença maciça nos corpos e nas mãos de quem fazia os protestos. Outros cartazes e faixas faziam menção à alta dos preços dos alimentos e à fome, aos generais que apoiam o Governo de Bolsonaro, ao futuro das crianças brasileiras, ao sucateamento do SUS, à valorização dos professores e contrários à PEC 32/2020, a Proposta de Emenda à Constituição do Poder Executivo, que altera dispositivos sobre servidores e empregados públicos e modifica a organização da administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
“É mais um ato contra o Bolsonaro, que acontece no Brasil inteiro, e aqui em Juiz de Fora não podia ser diferente. Estamos trazendo para as ruas aquelas pautas que temos desde o início do Governo, que é uma luta contra os ataques dele aos direitos democráticos, tentativa dele de instalar uma ditadura militar no país, mas também uma luta contra o projeto econômico de ataque brutal contra os direitos dos trabalhadores e do serviço público. Lutamos contra a privatização dos Correios, do Banco do Brasil e da Petrobras e também a favor dos direitos dos povos indígenas, quilombolas e meio ambiente, que vêm sendo atacados por esse Governo “, destacou Victória Mello, que integra a diretoria do PSTU local.
Representante da Frente Brasil Popular, Maria Luiza Pires Ventura ressaltou que a manifestação tem como reivindicação principal o combate à fome, a defesa da democracia e o enfrentamento da corrupção. “É um absurdo o que vem ocorrendo com as vacinas no Brasil. É preciso que algo aconteça para barrar isso. É necessário construir um projeto popular para o Brasil em que o povo seja incluído.”

Questão de gênero
Já a representante do Fórum 8M de Mulheres, Entidades e Coletivos Feministas de Juiz de Fora, Lucimara Reis, disse que o grupo levou para as ruas a pauta da questão de gênero. “Nós sabemos que as mulheres, principalmente as mulheres negras, têm sido duplamente atacadas com a perda de direitos que esse Governo está promovendo. Também chamamos a atenção para o debate de que o “Fora, Bolsonaro” por si só não resolve o problema, pois precisamos acabar com o bolsonarismo e com a política ultraliberal. Queremos construir uma aliança, mas uma aliança com movimentos sociais, movimentos de mulheres, movimento negro e sindical. Essa é uma aliança fundamental para a derrubada de Bolsonaro.”
O ato em Juiz de Fora teve realização do Comitê Fora, Bolsonaro, que reúne mais de 40 organizações, incluindo todos os partidos políticos de esquerda da cidade e organizações ligadas à classe trabalhadora, como sindicatos, centrais sindicais, além do movimento de mulheres e do movimento negro.









