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Brasil entra em alerta inicial para o coronavírus

Anvisa afirmou que não irá mudar a forma de monitorar a doença no país, por enquanto

Por Agência Estado

27/01/2020 às 21h20

O presidente substituto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, informou nesta segunda-feira (27) que o órgão ainda não faz a inspeção de todas as aeronaves que chegam da China, epicentro do coronavírus. A pasta, porém, colocou o país em alerta para o risco de transmissão. De acordo com o governo, o Brasil entrou no nível de alerta é 1, que é inicial, em uma escala que vai de 1 a 3. O nível mais elevado é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional.

Segundo Torres, a vigilância sanitária será chamada para uma análise mais detalhada apenas se for notificada presença de pessoa com suspeita de coronavírus, o que ainda não aconteceu em voos que chegaram ao Brasil. “A notificação (de casos suspeitos) não é uma opção do comandante. É compulsória. Nos casos em que é feita a notificação, a equipe terá acesso ao veículo. Vai efetuar triagem inicial”, disse o presidente substituto do órgão.

Se houver suspeita, a abordagem da Anvisa poderá, por exemplo, isolar o voo e levar os passageiros a um local seguro. Eles poderão ser monitorados por equipes de vigilância sanitária nos dias seguintes. A abordagem da agência, no entanto, dependerá de cada caso, segundo Torres. “Os riscos existem. Estamos diante de situação de um agente viral levando a graves consequências de saúde. Estamos buscando melhor forma de lidar”, declarou ele.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) passar a classificar como “elevado” o risco internacional do coronavírus, Torres disse que a Anvisa ainda não irá mudar a forma de monitorar a doença.

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Até o momento, o Brasil não registrou casos de coronavírus. Todas as suspeitas levantadas no país foram descartadas pelo Ministério da Saúde por não se enquadrarem nos parâmetros da OMS. Para se enquadrar, é preciso apresentar sintomas de crise gripal como febre, dificuldade para respirar e tosse. Também se enquadram pessoas que viajaram para a cidade chinesa de Wuhan e que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de infecção.

Orientações

O Ministério da Agricultura informou que, junto com o Ministério da Saúde, está acompanhando a situação de emergência do coronavírus e lembrou que o coronavírus também pode causar infecções em animais. “Até o momento, com base nas informações disponíveis, não temos relatos do vírus em qualquer espécie animal. Ressaltamos ainda que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) não fez nenhuma restrição de comercialização de produtos e de animais”, destacou em nota.

“Ao visitar mercados ou feiras de venda de animais vivos, carnes, peixes ou produtos de origem animal frescos, recomendam-se medidas gerais de higiene e prevenção, como lavagem das mãos. Após tocar animais e produtos de origem animal, deve-se também evitar contato das mãos com olhos, nariz ou boca. Recomenda-se ainda evitar contato com animais doentes ou produtos animais deteriorados.”

A Anvisa também fará uma reunião nesta terça, com empresa aéreas no Rio de Janeiro. A ideia é orientar sobre formas de detecção de casos suspeitos e de proteção a equipes que atuam na limpeza da aeronave. Uma conversa já foi feita com companhias de São Paulo.



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