‘Dia da libertação’: Trump anuncia taxa de 10% para produtos brasileiros

Em evento na Casa Branca, presidente afirmou que atitude é uma ‘medida gentil’


Por Agência Estado*

02/04/2025 às 18h11- Atualizada 02/04/2025 às 18h14

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Trump mostrou uma tabela, na ocasião, com todos os países que serão tarifados (Foto: Reprodução/ Casa Branca)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) um “tarifaço” global sobre impostos de importação. A data foi nomeada pelo republicano como o “Dia da libertação”. Ele confirmou uma taxa de 10% para os produtos brasileiros.

Durante evento na Casa Branca, ele disse que a aplicação das tarifas aos outros países “é uma medida gentil” que tornará os “Estados Unidos grande novamente”.

No anúncio, ele fez críticas aos governos passados, em especial a administração de Joe Biden, por terem deixado outros países aplicarem elevadas taxas aos produtos norte-americanos, impactando a indústria nacional. Segundo ele, esses países “estão roubando” e “levando vantagem” dos EUA.

A ordem passa a valer à meia-noite no horário local. O presidente ainda afirmou que “muitas vezes os amigos são piores que os inimigos”. E seguiu: “Culpo os outros presidentes americanos por não terem colocado tarifas recíprocas. Começa agora a era de ouro dos EUA”, declarou ele, acrescentando que os consumidores terão preços menores.

O republicano também confirmou, a partir da quinta-feira (3), tarifas de 25% sobre automóveis importados. Segundo ele, as taxações apoiarão os fazendeiros norte-americanos.

Na ocasião, Trump mostrou uma espécie de tabela com todos os países que estão na mira das tarifas norte-americanas.

Para a União Europeia, será de 20% e, para a China, de 34%. Quanto ao Reino Unido, Trump tarifará 10% das importações; e 30% da África do Sul. “O Japão tem ótimas pessoas, mas tarifas para eles é de 24%”, declarou Trump. Entre outros países da Ásia, Vietnã e Camboja serão taxados em 46% e 49%, respectivamente. Israel será tarifado em 17%.

Ao anunciar as tarifas recíprocas no período da tarde desta quarta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os países que desejam isenções devem retirar suas tarifas, reiterando que “tarifas recíprocas são tarifas bondosas”. “Atualmente, somos o maior mercado do mundo”, declarou, acrescentando que as taxações ajudarão os EUA a crescer.

Além das medidas tarifárias, Trump citou os altos investimentos que a Apple e Nvidia farão no país, além de outras empresas como Meta, Eli Lilly, Honda, Hyundai.

“Parece que, até agora, teremos investimento de US$ 6 milhões nos EUA. Nunca tivemos uma transformação no nosso país como essa de agora, que já começou”.

O republicano ainda disse que seus antecessores estavam errados sobre o Nafta e sobre a China e que tem respeito pelo líder chinês, Xi Jinping, e pelo país, “mas eles estavam se aproveitando de nós”.

México e Canadá

Durante o anúncio das tarifas recíprocas sobre importações aos Estados Unidos, o presidente norte-americano justificou a imposição de sobretaxas – em especial ao México e ao Canadá – afirmando que “não podemos pagar os déficits” de ambos os países.

Anteriormente, Trump já havia dito que as tarifas cobradas pelos vizinhos norte-americanos a produtos importados dos EUA ajudavam as nações a pagar suas dívidas internas. “Os países tiraram muita riqueza dos Estados Unidos”, pontuou o republicano. “Hoje estamos priorizando os trabalhadores e colocando os EUA em primeiro lugar. Os outros países podem nos tratar mal. Vamos calcular o total (desse tratamento) nas tarifas”, declarou.

O presidente dos EUA ainda criticou o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), afirmando que o país “perdeu muito dinheiro” com o acordo.

Ele voltou a repetir o discurso de sua campanha eleitoral e afirmou que o Nafta foi um dos responsáveis pela perda de quase 4 milhões de empregos nos Estados Unidos.

*Com informações da Agência Brasil

FOTO Trump mostrou uma tabela, na ocasião, com todos os países que serão tarifados
CRÉDITO Reprodução/ Casa Branca

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