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Etiquetas das roupas podem mudar após nova pressão dos consumidores

Consumidores têm dificuldade com etiquetas; cresce pressão por instruções mais claras, além de símbolos, e mudanças no modelo atual


Por Yasmin Henrique

04/07/2026 às 14h13

Etiquetas das roupas podem mudar após nova pressão dos consumidores
(Foto: reprodução/wahyu_t/Magnific/edição/Canva AI)

A forma como as informações de cuidado com roupas são apresentadas nas etiquetas pode passar por mudanças diante da crescente demanda por instruções mais claras e acessíveis. Atualmente, consumidores relatam dificuldades para interpretar orientações básicas como lavagem, passadoria e risco de encolhimento, o que levanta o debate sobre a efetividade do modelo atual.

No Brasil, as regras permitem que as marcas utilizem símbolos, textos ou a combinação de ambos para indicar cuidados com as peças. Apesar disso, o formato mais comum ainda é baseado em símbolos padronizados internacionalmente pela norma ISO 3758, adotada e regulamentada no país pelo Inmetro. 

Padrões das etiquetas

O sistema de etiquetas busca criar uma linguagem universal para orientar o cuidado com as roupas, abrangendo instruções de lavagem, secagem, alvejamento, passadoria e limpeza a seco.

A preferência por símbolos está ligada a fatores como:

  • economia de espaço nas peças
  • padronização entre idiomas
  • redução de erros na produção e exportação

As orientações são organizadas em cinco categorias principais: lavagem, alvejamento, secagem, passadoria e limpeza profissional. Apesar da padronização, estudos indicam que muitos consumidores não conseguem interpretar corretamente todos os símbolos, o que pode gerar:

  • lavagem inadequada
  • uso incorreto de secadoras
  • desgaste precoce dos tecidos
  • menor durabilidade das peças

Alternativas e demanda dos consumidores

Diante disso, algumas marcas adotam alternativas mais simples, como:

  • impressão direta das instruções no tecido
  • etiquetas sem contato físico
  • QR Codes com informações digitais

A indústria, porém, ainda enfrenta desafios como custos de produção, espaço reduzido nas peças e exigências regulatórias, o que limita mudanças mais amplas no formato atual.

Ao mesmo tempo, aumenta a demanda dos consumidores por informações mais claras, com instruções diretas e menos dependência de símbolos técnicos. O tema também se relaciona ao avanço do consumo consciente e à busca por maior sustentabilidade na moda, com foco na durabilidade das peças e na redução do descarte precoce.