Rinoplastia deve ser feita com profissional especializado, alerta médico

PUBLIEDITORIAL

Realização de procedimentos estéticos com profissionais não especializados, como a rinoplastia, pode resultar em riscos para a saúde


Por Tribuna

15/08/2024 às 17h27- Atualizada 15/08/2024 às 17h28

Em tempos em que a procura por procedimentos estéticos na face, como a rinoplastia, estão em alta, o médico Thiago Barros, especialista em rinoplastia e membro da Sociedade Europeia de Rinoplastia, faz um alerta: o trabalho de um profissional qualificado interfere diretamente no resultado da cirurgia. “Os tratamentos de face, especialmente a rinoplastia, são procedimentos altamente complexos do ponto de vista anatômico, estético e funcional. A expertise na área ajuda a evitar uma série de problemas que a gente tem visto de maneira recorrente na mídia e com consequências muito catastróficas”, pontua.

As consequências, ele aponta, podem ser irreversíveis. Embora seja possível amenizar, em alguns casos, há o comprometimento da pele. No casos de profissionais de outras áreas que se propõem a realizar a rinoplastia, a falta de capacitação técnica e de conhecimento anatômico, fisiológico, funcional e farmacológico, simboliza também um risco.

“Costumo dizer que fazer uma cirurgia é perigosamente fácil”, observa, ao pontuar sobre a onda de profissionais que se “aventuram” na cirurgia estética mesmo sem qualificação. Neste caso, ainda que representando um risco, o Conselho Nacional de Medicina (CNM) brasileiro não tem abrangência para regulamentar outras profissões. Por isso, a informação é a base para quem pensa em fazer mudanças no rosto.

No que cabe aos médicos, a questão que permeia é a ética e a preocupação com o paciente. Segundo o médico Thiago Barros, a reflexão serve para todos os campos. “Podemos pode extrapolar esse pensamento para outras profissões. Assim como eu também não tenho capacidade técnica para fazer determinado procedimento, como tratamento de canal, outro profissional não especializado não pode fazer uma rinoplastia”, explica.

Mas, afinal, como fazer a escolha adequada de médico na hora de realizar um procedimento estético no rosto, principalmente, a rinoplastia? Para o especialista, existem alguns critérios que podem direcionar o paciente a uma opção segura. “Perguntar ao profissional qual é a sua formação, pesquisar na página do CRM Minas Gerais ou do Conselho Federal de Medicina quem é esse profissional, se ele tem qualificação, se ele tem especialidade na área… já é um bom início”.

Esse caminho é, inclusive, uma boa alternativa para fugir de influenciadores digitais que relatam ter determinada experiência. “É uma questão muito delicada, a gente viu até essa questão há pouco tempo, no caso do empresário com o peeling de fenol em São Paulo que faleceu após um procedimento feito por uma pessoa totalmente sem capacidade, em um local inadequado. Ela era uma influenciadora, mas não era capacitada”, exemplifica. Para o médico, a prioridade tem que ser sempre a saúde do paciente.

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