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Fila de espera por moto nova chega a 120 dias

As maiores esperas são para as linhas Biz e Pop, da Honda


Por Agência Estado

30/06/2021 às 16h59- Atualizada 30/06/2021 às 17h49

O tempo entre comprar uma moto ou scooter na concessionária e receber o modelo pode chegar a quatro meses. As maiores esperas, de respectivamente 90 e 120 dias, são para as linhas Biz e Pop, da Honda.
Da mesma maneira, quem compra scooters da Yamaha, caso de NMax 160 e XMax 250, pode ter de esperar por até 60 dias para receber. Já as Yamaha Fazer 150 e Factor 150 têm fila de espera de até 40 dias.

No caso da moto mais vendida do Brasil, a entrega chega a demorar 90 dias. Esse é o status da Honda CG, que acaba de ser renovada e tem preço sugerido a partir de R$ 10.893.

Mas há exceções. Por exemplo, a Honda CG 160 Cargo, de uso profissional, é entregue por algumas autorizadas em cerca de 20 dias. Ou seja, a demora é para outras versões e cores.

Crise

O atraso nas entregas de motos é fruto de uma “tempestade”, que tem origem nas restrições provocadas pela pandemia da Covid-19. Tanto a Yamaha (por 30 dias) quanto a Honda (60 dias) paralisaram a produção em 2020. Isso foi resultado de uma primeira onda de infecções pelo vírus.

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E o pior. A Honda voltou a interromper a produção de sua fábrica em janeiro. Em maio, foi a vez de a Yamaha voltar a parar. O atraso deve continuar ao longo do segundo semestre, por causa das férias coletivas.

Além disso, a escassez de produtos está sendo ampliada pela alta demanda. Nesse sentido, a culpa também é da pandemia.

Muitos consumidores procuraram uma nova moto, seja para trabalhar no setor de entregas, que está aquecido, seja para fugir do transporte público, por medo de contaminação. Além disso, há falta de componentes sobretudo feitos na Ásia.

Mercado aquecido

Os atrasos na entrega e a demanda em alta provocam uma situação curiosa no mercado nacional de motos. Com 103,8 mil unidades, a produção caiu 15% em maio, na comparação com abril.
Por sua vez, no acumulado de janeiro a maio a produção superou as 363,4 mil unidades feitas em igual período de 2020, quando o vírus se espalhava pelo País. A alta foi de 47,5%. Já as vendas nos cinco primeiros meses de 2021 somaram 410,6 mil unidades. Ou seja, quase 35% a mais do que em 2020.

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