Tribuna testa o SUV compacto Tracker Premier, da Chevrolet

Por Tribuna

09/08/2018 às 07h00 - Atualizada 09/08/2018 às 07h37

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Foto: Divulgação

Líder de vendas no Brasil, muito graças ao sucesso do Onix, que em julho emplacou quase o dobro de veículos que o segundo colocado geral, Ford Ka, a Chevrolet vem promovendo seguidas melhorias em seus modelos. Uma das últimas foi implementada no SUV compacto Tracker. Sai a variante LTZ e entra em cena a Premier, com uma gama maior de itens de série, especialmente relacionados à segurança, como controle eletrônico de estabilidade e tração, e opcionais bem interessantes, como os alertas de mudança involuntária de faixa e de colisão frontal. As mudanças prometem posicionar melhor a Tracker, equipada com motor 1.4 turbo flex, na briga com seus adversários mais diretos, como o Hyundai Creta 2.0 e o Ford EcoEsport 2.0.

A Tribuna testou a Chevrolet Tracker Premier, produzida na planta de San Luís Potosí, no México, durante um fim de semana de chuva e frio pelas ruas de Juiz de Fora. A sensação de dirigir é agradabilíssima, a começar pelo espaço interno para motorista e acompanhante. No banco traseiro também viajam confortavelmente duas pessoas — três, somente em distâncias mais curtas. O volante elétrico é muito leve, mas seguro quando testado em velocidades mais altas na BR-040, e tem regulagem de altura e profundidade. O banco (de couro) também é regulável e oferece um plus para o motorista: ajuste elétrico de posição lombar, o que pode ser bastante útil em viagens mais longas. Não há nenhuma grande sofisticação no acabamento interno, bastante austero, mas com ótima ambiência e isolamento acústico. O porta-malas de apenas 306 litros é que poderia ser menos modesto.

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Foto: Divulgação

São muitos os itens de série da Tracker Premier, o que faz o modelo de saída já vir muitíssimo bem equipado: computador de bordo, controlador de velocidade de cruzeiro, alarme, faróis e lanterna de neblina, freios com ABS e sistema de distribuição de frenagem, rack de teto, ar-condicionado (analógico), desembaçador elétrico do vidro traseiro, chave presencial, controles de rádio e celular no volante, sistema OnStar — botões no retrovisor ligam o motorista direto à central de atendimento da Chevrolet, que oferece uma ampla gama de serviços de apoio —, sensor e câmera de ré, luz de condução diurna, rodas de alumínio de 18 polegadas, retrovisores externos elétricos com aquecimento, teto solar elétrico, controle de partida em rampa, entre outros mimos. Isso faz com que não haja diferença exorbitante entre o preço de partida da Tracker Premier, R$ 100.990, e o modelo com todos os opcionais, chamada internamente de Premier II, R$ 104.190, que leva airbags laterais e de cortina e alertas de colisão frontal e de mudança involuntária de faixa, que avisa, com sons e luzes, se o motorista der aquela “comida” de faixa, passando para a pista contrária. Os preços foram consultados na concessionária Planeta Chevrolet de Juiz de Fora.

Para todos os gostos

Alguns dos itens de série da Tracker merecem destaque. O alerta de ponto cego, que faz brilhar um sinal nos retrovisores externos do carro quando os sensores percebem algum veículo se aproximando por trás, é especialmente interessante para o trânsito na cidade, onde somos constantemente ultrapassados por motocicletas pelo corredor. A central multimídia, com tela LCD de 7 polegadas, sensível ao toque, fica devendo o GPS, mas não é exatamente um problema, já que admite integração com smartphones através do Android Auto e do Apple CarPlay e, consequentemente, o uso de serviços como Google Maps ou Waze. O sistema Stop/Start, que desliga o motor em paradas de forma temporária, promete economizar combustível. Aliás, consumo é uma das vantagens, entre SUVs, do motor 1.4 que impulsiona a Tracker: o carro ganhou nota “A” no selo de eficiência energética do InMetro em sua categoria, com média de 7,3/8,2 km/l com etanol na cidade/estrada e 10,6/11,7 km/l com gasolina.

Bonita por fora, a Tracker é bem forte por dentro: o motor turbo flex de 1.4 litro entrega 153 cv quando abastecido com etanol e 24,5 kgfm de torque máximo já em 2 mil rotações, o que significa uma condução bastante silenciosa e suave. Em baixos giros, já há bastante força à disposição. Quando exigido nas ultrapassagens e ladeiras, o turbocompressor dá conta do recado sem ter que esgoelar, respondendo de forma rápida e potente. De pegada essencialmente urbana — a categoria crossover fica apenas no nome, já que a altura em relação ao solo de 16cm não recomenda o SUV para o off road —, a Tracker é excelente para a estrada. Segura tanto nas curvas, com os controles de estabilidade e tração, quanto naquelas retas de dar sono, com os alertas luminosos e sonoros de mudança de faixa, vai bem também no ambiente urbano, boa de manobrar e cheia de apetrechos tecnológicos que facilitam a vida até do condutor mais inexperiente. Um utilitário esportivo com tudo para agradar diferentes perfis de motoristas.

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