O retorno do presidente Lula ao Brasil, depois da viagem à Coréia do Sul, é o prazo definitivo para o senador Rodrigo Pacheco anunciar sua candidatura ao Governo de Minas. Na conversa que tiveram em Brasília, há cerca de duas semanas, ambos praticamente selaram o acordo. O presidente teria dito a Pacheco que dará toda a ajuda possível na campanha e no seu eventual mandato.
Quanto à sua filiação, o senador, se for para o União Brasil terá o apoio do PP, que está na federação, mas tem convites também do MDB, vindos não apenas da direção estadual, mas também de ministros, deputados e senadores emedebistas. A tendência, porém, é caminhar com o União Brasil, presidido em Minas pelo seu amigo Rodrigo de Castro.
Com Nikolas no palanque de Simões, PL deve ficar sem candidatura própria
A visita à região – Juiz de Fora, Ponte Nova e São João Del Rey – do deputado Nikolas Ferreira, acompanhado do vice-governador Mateus Simões, é um claro indício de que o PL não deve ter candidatura própria ao Governo de Minas, a despeito do pedido do senador Flávio Bolsonaro, que gostaria de ver o parlamentar, campeão de votos, na disputa majoritária.
Puxador de votos, Nikolas prefere a reeleição para aumentar bancada na Câmara
Nikolas prefere a reeleição, pois sua candidatura elegeria pelo menos oito outros candidatos. Ele tem sustentado uma disputa com o presidente nacional do partido, Waldemar da Costa Neto, que teria lhe apresentado uma relação de pré-candidatos com a qual não concorda. Nikolas já sinalizou que se houver insistência, pode até mudar de partido, pois isso não seria problema para se reeleger. Ante essa possibilidade, o Novo está acompanhando de perto a discussão, pois com Nikolas em Minas e Deltan Dallagnol no Paraná, teria total condição de vencer a temida cláusula de barreira.



