A relutância do senador Rodrigo Pacheco em aceitar a “convocação” do presidente Lula para disputar o Governo não chega a surpreender todos os setores. Um destacado político, que já ocupou posições estratégicas no Governo de Minas, especialmente na gestão tucana, está convicto de que o senador não vai disputar. Na última quarta-feira, Rodrigo esteve com o presidente Lula, mas não bateu o martelo. Para essa liderança, o parlamentar tem dificuldades dentro de Minas por conta do seu próprio estilo retraído no contato com os eleitores, mas também por não ter mantido as suas bases.
É fato que a eleição é outra para o Governo, mas, no entendimento dessa liderança, Rodrigo gostaria mesmo é de ocupar a cadeira de Luiz Roberto Barroso, no STF, “que é mais a sua cara”. Quanto à insistência do presidente Lula, a liderança enfatizou que o presidente busca apenas o palanque, e não necessariamente eleger o governador, e lembrou que o presidente ganhou diretamente apenas com Fernando Pimentel. “Ele (Lula) foi o mais votado em todos os outros pleitos, mas não elegeu o governador nem Dilma Rousseff para o Senado”, observou.



