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Por que empresas de ticket alimentação não gostaram da decisão de Lula?

Por Jeferson Carvalho
14/11/2025
Por que empresas de ticket alimentação não gostaram da decisão de Lula? - Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por que empresas de ticket alimentação não gostaram da decisão de Lula? - Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que altera as regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), impactando diretamente o setor de cartões de ticket refeição e alimentação.

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A medida foi apresentada pelo governo como uma forma de reduzir custos para bares, restaurantes e supermercados, o que, segundo o Ministério da Fazenda, deve resultar em refeições mais baratas para os trabalhadores brasileiros.

No entanto, as principais empresas do setor, que lucravam muito com a intermediação desses benefícios, cobrando taxas altíssimas, não aprovaram as mudanças. Alegam que terão prejuízos financeiros e já falam em acionar a Justiça para tentar barrar os efeitos do decreto.

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Por que empresas de ticket alimentação não gostaram da decisão de Lula?

As novas regras estabelecem três mudanças centrais. A primeira é a criação de um teto para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais: a partir de agora, o percentual máximo será de 3,6%.

Além disso, o dinheiro gasto pelos trabalhadores com os cartões deverá ser repassado aos estabelecimentos comerciais em, no máximo, 15 dias.

Vale lembrar que, antes das novas regras, empresas de ticket alimentação e refeição cobravam dos bares e restaurantes taxas muito acima do que foi definido agora como padrão, e só repassavam os valores para os comerciantes após 30 dias.

Essa situação fazia muitos comerciantes desistirem de aceitar os tickets em seus estabelecimentos, ou então cobravam valores mais caros quando o pagamento era através de vale-refeição ou alimentação, já que seus lucros, quando havia, seriam muito menores.

As estimativas da Fazenda apontam para uma economia de até R$ 8 bilhões por ano no setor de bares, restaurantes e supermercados, com repasses sendo feitos de forma mais eficiente e menos onerosa para o comércio.

A expectativa é que, com custos operacionais menores, os preços finais dos alimentos e refeições sejam reduzidos, gerando um ganho anual estimado de R$ 225 por trabalhador.

Em um ano, todas as maquininhas terão que aceitar todos os tipos de cartões de ticket alimentação ou refeição

Outra mudança importante diz respeito à abertura dos chamados “arranjos de pagamento”: ou seja, as empresas continuam emitindo seus cartões com suas marcas, mas qualquer cartão deverá funcionar em qualquer maquininha de pagamento, independentemente da bandeira.

Isso deve ampliar a concorrência e facilitar o uso dos benefícios em mais locais, já que, atualmente, vários comércios possuem maquininhas onde os tickets não são aceitos.

Essas alterações atingem diretamente o modelo de negócios das empresas emissoras, que controlam quase todo o mercado de benefícios corporativos no Brasil e terão seu lucro gigantesco reduzido.

Segundo o governo, a intenção é tornar o sistema mais transparente, competitivo e vantajoso para o comércio, beneficiando principalmente o trabalhador, que poderá utilizar o ticket alimentação ou refeição onde quiser e pagando menos.

Empresas dos cartões pretendem acionar a justiça contra decisão do governo

Do lado das empresas, porém, o clima é de resistência e possibilidade de judicialização do caso. Algumas empresas, como a Pluxee, já sinalizaram que devem buscar medidas legais para contestar as novas normas.

Associações representativas do setor, como a ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador), criticaram especialmente a obrigatoriedade de abrir o sistema de pagamento, argumentando que isso pode desvirtuar o uso do benefício.

Também acusam o governo de interferência excessiva no mercado e afirmam que o tabelamento das taxas pode prejudicar a inovação e a concorrência, com parte dos lucros podendo ser acumulados pelas grandes redes de supermercado.

Contudo, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e outras associações do varejo brasileiras, já dizem que as expectativas é que os preços para o consumidor final caiam, já que os custos dos comerciantes com as taxas dos cartões serão menores.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.

Jeferson Carvalho

Jornalista apaixonado pela profissão!

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