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Nova profissão é criada após 70 andares serem construídos em prédios

Por João Carlos Gomes
26/10/2025
Foto: Jimmy Chan/Pexels

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Em tempos em que o avanço das inteligências artificiais tem sido encarado como uma ameaça ao mercado de trabalho, os colossais arranha-céus passaram a exercer mais uma importante função social.

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Isso porque além de otimizarem o espaço urbano, abrigando diversos empreendimentos em seus diversos andares, e servirem como símbolos de poder econômico para as cidades, na China, estas estruturas também estimularam a criação de uma nova profissão.

Em cidades como Shenzhen, no sudeste do país, as gigantescas estruturas predominam na paisagem. E a entrega de refeições em edifícios como estes pode se tornar uma tarefa extremamente complexa e demorada.

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Contudo, para contornar este problema, muitos prédios passaram a contar com “entregadores de entregadores”, que são intermediários que recebem os pedidos na entrada dos edifícios e os levam até os andares superiores.

O cargo tem sido ocupado principalmente por jovens quanto por idosos em busca de uma renda extra, e serviu como um exemplo de como a sociedade chinesa tem se adaptado aos desafios cotidianos nas megacidades.

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Legalidade de profissão acarreta riscos e limitações

Apesar da utilidade da nova profissão, sua natureza informal tem gerado debates sobre diversos aspectos, a começar por sua remuneração extremamente baixa, que chega a apenas 2 yuan por entrega (aproximadamente, R$ 1,51).

Além disso, os intermediários também não contam com contratos formais, seguros ou direitos trabalhistas, e não há nenhuma regulamentação específica que assegure a proteção desses trabalhadores.

Por conta disso, questionamentos sobre a possibilidade de resolução desses problemas em um futuro próximo começaram a repercutir na imprensa internacional, considerando que, apesar de engenhosa, a solução ainda depende de adaptações e, principalmente, regulamentações.

Afinal, embora reflita a resiliência e a adaptabilidade das pessoas diante das mudanças globais, a função de “entregadores de entregadores” precisa precisa garantir algum nível de segurança para todos que optarem por exercê-la.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
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João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, apreciador da Bossa Nova ao Metal Extremo, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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