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O gramado do vizinho é sempre mais verdinho

Profusão de cascos verdes surgem cheios de novas cervejas e marcas

Por Butecos de JF

10/03/2022 às 00h04 - Atualizada 10/03/2022 às 00h04

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Talvez a cerveja Heineken de Amsterdam tenha sido a primeira a surgir por aqui nos cascos de vidro verde. Eu, particularmente, me lembro da dinamarquesa Carlsberg chegando na mesma época, mas essa já não existe à venda no mercado local. Fato é que o líquido produzido pela cerveja holandesa demorou um pouco, mas ganhou o paladar do brasileiro. Lembro também do Gabriel, do Bar du Buneco, me contando que custava a vender UMA caixa por mês de Heineken, e que pouco tempo depois viu as vendas alcançarem inimagináveis 200 caixas, fazendo com que ele passasse sufoco numa época em que a marca sumiu das distribuidoras, o que o fazia recorrer a mercados para ter no estoque a bebida mais pedida pelos clientes do bar do Manoel Honório. Na esteira do sucesso desta marca e atrelado – no meu ponto de vista – a essa nova tendência do “casco verdinho”, surgiram nos botequins as brejas trazidas pela Ambev, como a Stella Artois, de origem belga, a Becks – cerveja alemã mais vendida no mundo – e mais recentemente a Spaten: igualmente alemã, mas originária de Munique. Pelas nossas bandas, as cervejarias logo se assanharam e o vidro verde também ganhou líquido diferenciado em seu interior, como na Ecobier e sua versão de cerveja lager, sendo seguida pela petropolitana Império em sua garrafa long neck com abridor que remete à forma como abrimos latas, e mais recentemente até a Cabaré, marca famosa pela cachaça e que resolveu entrar no mercado cervejeiro com uma cerveja igualmente engarrafada no casco verde. Meu colega e seguidor no Instagram do perfil @butecosdejf Ricardo Bedinelli me indicou recentemente uma Krug German Pils, cerveja produzida em Nova Lima (MG), cujo bar eu já visitei em BH e logo fiquei fã. Como podem pensar, a cerveja indicada por ele é envasada em casco verde de rótulo muito bonito, mas infelizmente ainda difícil de encontrar em nossa cidade, o que me privou de experimentar o líquido até o presente momento. Fica a dica para as distribuidoras e supermercados: bora trazer mais uma verdinha para as prateleiras? A gente agradece a iniciativa! E beberemos com gosto!


Finalizando: não estou aqui muito preocupado com o motivo da adoção do vidro verde, tampouco se isso é uma característica de algum estilo de cerveja, a ideia é só mostrar o crescimento deste tipo de envasamento de cervejas, e claro, beber o que vier nos respectivos frascos, sejam eles verdes, translúcidos, opacos ou no nosso tradicional vidro âmbar, que nos vem servindo fazem anos tanto com cerveja, refri e até pinga da boa! Portanto, deixo aqui o meu brinde, seja lá qual for a cor do seu casco de cerveja: saúde a todos!

Butecos de JF

Butecos de JF

Airton Soares é gestor público por formação acadêmica mas, por opção e gosto, é conhecido como apreciador da cozinha de raiz, com experiência comprovada e acumulada na cintura. Já foi jurado do Comida di Buteco, é colunista do Tribuna de Minas, tem programa na rádio Transamérica JF e é dono da fanpage @butecosdejf, onde conta com mais de 100 mil seguidores que acompanham as dicas e comentários sobre comidas, bebidas e bares desse rotundo entusiasta da culinária simples e saborosa, segundo ele, a mais gostosa de todas!

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