O jogo das 11


Por Leonardo Costa

14/07/2015 às 11h14- Atualizada 14/07/2015 às 11h15

Um dos destaques do último embate Carijó foi a presença dos mais de 3.400 torcedores no Estádio. Está longe de ser o número que o Tupi merece, mas o público dos outros dois jogos em casa na Série C, no horário vespertino, somados, não supera a presença da manhã de domingo. Claro, o momento conspira a favor do Galo, com o excelente início de campeonato mais as campanhas de marketing antes da partida e a movimentação dos Carijós nas redes sociais, fatores que contribuíram para o bom comparecimento. Mas, sem dúvida, o horário das 11 ajudou.

Na Série A, a novidade causou boa impressão nos torcedores e comentaristas esportivos. A partir da décima quinta rodada, as partidas matinais, até então propostas como testes, serão duas a cada série de jogos. Percebível também nestas pelejas é a presença das mulheres e das crianças, dado o horário mais acessível para quem quer curtir o domingo com a família. A estatística comprova que a inovação da CBF não atrapalha a presença dos fanáticos. Dos cinco maiores públicos do Brasileirão, o terceiro – São Paulo x Coritiba, com mais de 60 mil pessoas ao Morumbi no domingo – e o quinto – Atlético x Joinville, no Mineirão – aconteceram às 11h.

Jogadores, comissão técnica, dirigentes e principalmente a medicina esportiva, obviamente, precisam ser escutados, mas não há dúvida que o torcedor já aprovou o confronto matinal. Em Juiz de Fora, a boa presença dos carijós na última partida mostrou o mesmo filme da Série A: crianças e mulheres ocuparam em maior número as arquibancadas ao lado dos fanáticos mais assíduos. O “jogo das 11” merece ser estudado e avaliado pelo Tupi. O time recebe mais na renda, aumenta a formação de novos torcedores, e a cidade ganha um evento esportivo nas manhãs de domingo.

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