Caso Matheus Goldoni terá novo júri em BH após julgamento de JF ser anulado
TJMG aceitou pedido para transferir o julgamento para Belo Horizonte; sessão ainda não tem data definida

O Caso Matheus Goldoni terá novos desdobramentos: o julgamento realizado em Juiz de Fora há sete anos foi anulado, e um novo júri será realizado em Belo Horizonte. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que o pedido de deslocamento do julgamento para outra comarca foi aceito em segunda instância no último dia 14 de outubro. Conforme informado pela Primeira Instância da Comarca de Belo Horizonte à Tribuna de Minas, até o momento, não há data definida para a sessão do júri.
Em dezembro de 2020, cerca de um ano após o fim do julgamento, o TJMG decidiu anular a decisão que havia condenado dois seguranças que trabalhavam na casa noturna na noite em que Matheus esteve no local. Eles haviam sido condenados por homicídio doloso após decisão do conselho de sentença, formado por sete jurados. A pena de ambos, na época, foi de 18 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.
O pedido de desaforamento foi apresentado em segunda instância pelo advogado dos réus, Ricardo Fortuna. Os desembargadores da 4ª Câmara do TJMG decidiram que a condenação dos seguranças foi manifestamente contrária às provas dos autos.
Relembre o caso
Matheus Goldoni Ribeiro, de 18 anos, foi encontrado morto em novembro de 2014 nas águas da cachoeira do Vale do Ipê, cerca de 56 horas após ter sido visto pela última vez no entorno da boate Privilège, na Estrada Engenheiro Gentil Forn, na Cidade Alta. O corpo do jovem foi encontrado por Anderson Moreira da Silva, morador das imediações, em meio à vegetação próxima à casa noturna.
Na madrugada de 15 de novembro, Matheus teria sido expulso da casa de eventos após se desentender com outro jovem por motivos passionais. Segundo informações divulgadas à época, ele também teria se envolvido em uma briga com funcionários do estabelecimento.
O julgamento do caso ocorreu em agosto de 2019 e durou mais de quatro dias, com depoimentos e debates, sendo considerado o de maior repercussão e duração da história de Juiz de Fora.
Além dos dois seguranças, Adelino Batista da Silva e Aroldo Brandão Júnior, condenados por homicídio a 18 anos de reclusão em regime fechado, o gerente operacional da boate à época dos fatos, Fabrício Teixeira da Silva, foi condenado a dois anos de detenção em regime aberto por homicídio culposo. A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários.
Marco Aurélio de Oliveira, ex-segurança do Privilège que teria dado carona a um dos seguranças para que ele alcançasse Matheus, foi absolvido.
A Tribuna não conseguiu localizar a defesa dos mencionados. O espaço segue aberto.









