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Gaeco faz buscas na Prefeitura de Ubá e nas casas do prefeito e do vice

Operação realizada com a Polícia Civil apreendeu documentos e computadores; MPMG informou que investigação corre em sigilo


Por Fernanda Castilho

19/10/2026 às 18h35

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(Foto: colaboração do leitor)

Uma operação de busca e apreensão de documentos e computadores foi realizada, na manhã desta segunda-feira (19), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Civil de Minas Gerais, na Prefeitura de Ubá e nas residências do prefeito, José Damato (PSD), e do vice-prefeito Cabo Rominho (PRTB).

À Tribuna de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) afirmou que o processo está em sigilo, por isso, informações sobre a operação, por enquanto, não serão divulgadas.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Ubá, ao lado dos secretários Salomão Curi e Guilherme Lopes, declarou que a Polícia Civil cumpriu mandado de apreensão durante busca de contratos que seriam da gestão anterior e da atual. O chefe do Poder Executivo local defendeu que está à disposição para garantir transparência para a verificação de todos os fatos.

No mesmo comunicado audiovisual, o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Salomão Curi, apontou estar à disposição dos policiais, mas destacou que não teria tido acesso ao teor do processo até o momento. Já Guilherme Lopes, chefe da pasta municipal de Administração, informou que todos os documentos solicitados pela Polícia Civil foram entregues e que a gestão aguarda os resultados da investigação.

Já o vice-prefeito de Ubá, Cabo Rominho, se pronunciou individualmente. Por meio de nota, ele ressaltou que não foi detido ou conduzido pelos policiais responsáveis pela operação, mas que um mandado de busca e apreensão foi cumprido em sua residência. Rominho declarou ter interesse na celeridade das investigações.

Também mencionado em posts sobre a operação, o vereador de Ubá Lucas Zócoli (Mobiliza), conhecido como Lucas da Patita, publicou um comunicado em suas redes sociais negando envolvimento nas investigações. O parlamentar alega que não houve busca e apreensão em sua residência.

A Tribuna também procurou a Câmara Municipal de Ubá. Por meio de nota, o Poder Legislativo local indica que, até então, não foi comunicado oficialmente sobre a operação.

“Sabemos que estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão e documentos no Centro Administrativo e secretarias municipais, mas não sabemos a motivação das investigações”, lê-se em outro trecho do comunicado enviado pela assessoria da Casa Legislativa.