PJF informa concurso para Guarda Municipal em 2026 após dizer que não havia previsão
PJF havia afirmado que não havia previsão para o certame, mas anunciou novo prazo após matéria da Tribuna
O processo de armamento da Guarda Municipal de Juiz de Fora avança, mas a promessa de abrir novas vagas por meio de concurso público permanece sem sair do papel. Quase um ano após a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) anunciar as duas medidas para a Segurança Pública do município, durante uma coletiva de imprensa, somente o processo de armamento foi para frente.
O edital prometido para ampliar o efetivo da corporação, por outro lado, segue sem previsão de publicação, conforme confirmou a PJF à Tribuna na manhã desta quarta-feira (15).
Questionada sobre o novo concurso para a Guarda Municipal, a Prefeitura limitou-se a informar que ainda não há previsão para o lançamento do certame. Após a publicação desta matéria pela Tribuna, entretanto, a Prefeitura procurou a reportagem e informou que “o concurso público para novos guardas municipais tem previsão de lançamento no segundo semestre de 2026”, sem citar outros detalhes.
O Executivo não esclareceu o que falta para a publicação do edital, nem se a seleção contemplará apenas cargos para a Guarda Municipal ou também outras funções da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania.
A PJF também não informou qual é o déficit atual de agentes no município ou se os futuros servidores ingressarão em uma corporação já armada.
Armamento avança, mas novas vagas seguem indefinidas
O anúncio das iniciativas foi feito no dia 31 de julho de 2025, na presença da prefeita Margarida Salomão (PT), do secretário de Segurança Pública, Tadeu David, e do subcomandante da Guarda Municipal, Daniel Andrade. À época, o representante da pasta de segurança informou que a PJF planejava abrir novas vagas para a Guarda Municipal por meio de concurso público. Paralelamente, foram iniciados os trâmites necessários para que os 106 guardas municipais que compunham o efetivo passassem a portar armas.
Em fevereiro deste ano, porém, as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora alteraram o cronograma do projeto. A Prefeitura anunciou o adiamento do treinamento da Guarda Municipal armada, inicialmente previsto para ser concluído em março, devido à situação de calamidade pública enfrentada pelo município.
Mas, pouco tempo depois, em maio, o Executivo retomou o projeto, com a realização de uma solenidade para marcar a abertura do Curso de Armamento e Tiro da corporação. Na ocasião, a prefeita Margarida Salomão esteve presente e afirmou que “armar a guarda é, na verdade, avançar, inclusive tecnologicamente. Temos tratado o tema segurança, em Juiz de Fora, como prioridade”, declarou. Nenhum comunicado sobre o andamento do concurso foi feito.
Também em maio, a Prefeitura informou que os agentes que já integram o efetivo haviam passado por exames psicológicos e toxicológicos entre janeiro e fevereiro. Segundo o Executivo, as capacitações teóricas e práticas, acompanhadas de avaliações para a concessão do porte de arma, estavam em andamento naquele mês.
Atualmente, em julho, o processo encontra-se na fase de solicitação do porte funcional junto à Polícia Federal, com o envio da documentação exigida para cada guarda, segundo a assessoria da Guarda Municipal.
Segundo a PJF, a Guarda Municipal de Juiz de Fora conta com 106 agentes. Desse total, 89 participam dos treinamentos e das avaliações por desempenharem atividades operacionais nas ruas.
Apesar do avanço dessa etapa, a PJF não detalhou os próximos procedimentos até a conclusão da capacitação e a efetiva liberação do armamento aos agentes.
O Executivo ainda não esclareceu se todos os participantes foram aprovados nas etapas já realizadas, incluindo a avaliação psicológica, qual é a previsão para o início da atuação da Guarda Municipal armada, se a implantação ocorrerá de forma gradual ou abrangerá todo o efetivo nem quanto foi investido no projeto.









