Morre o professor aposentado André Gaio aos 64 anos
Causa da morte foi uma inflamação fígado, de acordo com familiares

Morreu no último sábado (11) André Moysés Gaio, aos 64 anos. A causa da morte, de acordo com a família, foi uma inflamação no fígado. Não houve velório, em respeito ao seu desejo.
Professor aposentado do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), André dedicou sua vida ao ensino.
Ele era o filho do meio dos falecidos professor e padre Antônio Pereira Gaio e de dona Miryan. André era doutor em Ciência Política e também formado em História, além de autor de obras que se tornaram objeto de pesquisas importantes nas áreas da História e da Sociologia.
De acordo com o irmão, o psicólogo Fernando Gaio, André ainda era apaixonado por música e cinema. “Viveu de forma intensa, fiel às suas convicções e ao seu jeito de ser”, comenta.
Ele conta que não houve velório. “Apenas reunimos familiares mais próximos para uma despedida simples, íntima e cheia de amor. Naquele momento, pude realizar um último pedido que ele sempre me fazia em vida em toda vez que me via cantar: peguei o violão e cantei ‘Me chama’, de Lobão. Foi a nossa forma de dizer adeus, com a música que tanto significava para ele”, relata.
“Que sua memória permaneça viva nas pessoas que o amaram, em seus alunos, em seus livros e em tudo o que construiu ao longo da vida.”
Os principais livros publicados de autoria de André são: “Uma Interpretação do Brasil: a Obra de Nelson Werneck Sodré” (2015), “Contra a criminologia” (2012), “Modernismo e ensaio histórico” (2004) e “Em busca da remissão: a mobilização militar pela democracia” (1997).
Além desses livros, ele deixa uma produção acadêmica com dezenas de capítulos de livros e artigos em periódicos científicos, abordando principalmente violência e criminalidade, controle social, encarceramento em massa, democracia, pensamento social brasileiro, Nelson Werneck Sodré e Revolução Russa e seus impactos no Brasil.









