Conselho Tutelar denuncia agressão a criança de 3 anos por companheira da mãe

De acordo com registro policial, mãe confessou que episódios de violência da companheira contra sua filha são recorrentes; autora foi presa


Por Nayara Zanetti

26/07/2023 às 09h41- Atualizada 26/07/2023 às 11h37

O Conselho Tutelar de Juiz de Fora denunciou à Polícia Militar (PM), na última terça-feira (25), um caso de agressão contra uma criança de 3 anos após receber áudios, de forma anônima, do momento em que teria ocorrido a violência. Segundo o registro policial, a mãe, de 18 anos, confirmou que a filha havia sido agredida fisicamente com chineladas nas pernas e nas nádegas por sua companheira, de 28 anos. 

De acordo com o relato da mãe, a companheira seria muito nervosa, teria comportamentos agressivos e aparenta possuir transtornos mentais. A mãe também confessou que a violência contra a filha, por parte da parceira, é recorrente. Conforme a PM, a jovem ainda disse já ter sido agredida duas vezes por motivo de ciúmes.

A criança passou por uma avaliação visual na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Barreira do Triunfo, na Zona Norte, e não foi encontrado nenhum hematoma em seu corpo. Durante a ocorrência, a autora negou ter agredido a menina, dizendo que apenas a repreendeu e a colocou de castigo.

O mandado de prisão em flagrante foi dado à mãe e à companheira, que foram conduzidas para a delegacia. A conselheira tutelar, que denunciou o caso e acompanhou a ocorrência, ficou responsável por providenciar uma guarda provisória para a vítima e ao seu irmão, de 5 meses, já que a mãe disse que a avó das crianças seria alcoólatra e não teria condições de ser responsável por eles. No entanto, a mãe foi ouvida e liberada pela necessidade de amamentar o filho e as crianças foram entregues para ela. Já a outra mulher, permaneceu presa. 

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A reportagem questionou a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) se o processo de guarda provisória já foi iniciado e qual a atual situação das crianças, mas o órgão afirmou, em nota, que “os Conselhos Tutelares são órgãos autônomos. Não possuímos acesso aos casos.” A Tribuna buscou contato com o Conselho Tutelar de Juiz de Fora que informou estar realizando o acompanhamento da família e os encaminhamentos necessários para garantir a proteção das crianças. 

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