Tarcísio volta a atacar Governo

Fidélis Alcântara se reuniu com partidos coligados
Juiz de Fora voltou a entrar na rota da sucessão estadual na noite desta sexta-feira (22), quando dois candidatos ao Governo de Minas cumpriram agenda de campanha na cidade. Tarcísio Delgado (PSB) inaugurou seu comitê de campanha em seu berço político, onde ele já chefiou a Prefeitura por três mandatos. Ao mesmo tempo em que as lideranças da coligação Minas quer Mudança se reuniam no espaço na Avenida Rio Branco, em frente à Praça do Riachuelo, Fidélis Alcântara (PSOL) realizou ato de apresentação da proposta estadual da Frente de Esquerda Socialista. Durante a ação, em prédio na Avenida dos Andradas, Fidélis esteve acompanhado por Victória Mello (PSTU), candidata a vice-governadora, que também tem atuação política no município.
Ao lado de dezenas de adeptos, Tarcísio abriu as portas do comitê que, além da candidatura ao Governo do estado, irá divulgar material dos demais candidatos da coligação. Várias lideranças partidárias da região estiveram presentes no encontro, que contou ainda com a vice-governadora na chapa do PSB, Sílvia Reis (PRTB), da candidata ao Senado, Margarida Vieira (PSB), dos postulantes à Assembleia Legislativa Leila Petrato (PSB) e Coronel Piccinini (PSB), além de Luciana Archete e Júlio Delgado (PSB), que tentam uma cadeira na Câmara dos Deputados. Outra presença na inauguração foi a do nome de Eduardo Campos visível em peças de campanha, jingles, no slogan "Não vamos desistir do Brasil" e, principalmente, nos discursos. O presidenciável foi vítima de acidente aéreo no último dia 13.
"Recebi essa bandeira das mãos do Eduardo há 40 dias. Não estava pensando em eleição e cheguei a ponderar, mas acabei aceitando a missão", discursou Tarcísio. Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o ex-prefeito de Juiz de Fora conclamou a militância ao trabalho. "Chegou a hora de a onça beber água. Todo mundo sabe que nossa campanha é pobre. Não temos recursos próprios e aqueles que financiam as campanhas dos adversários não vão financiar a nossa, pois sabem que não vamos fazer o jogo deles."
Ao pedir voto para Margarida Vieira, o candidato socialista teceu duras crítica ao ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), que também tenta o Senado. "Como pode alguém votar no homem que quebrou Minas", afirmou, antes de prometer uma nova política para a exploração de recursos minerais no estado. "O povo mineiro está sendo assaltado com a exploração do solo e do subsolo de Minas, enquanto o Governo estadual não paga sequer o piso dos professores. Essa questão é um vespeiro, mas, se eu chegar lá, vamos fazer mudanças para transformar a exploração de minério em riqueza para nossa população."
Antes da fala de Tarcísio, Júlio foi o responsável pelo discurso mais emocionado. Por várias vezes, o deputado federal que tenta a reeleição ficou com os olhos marejados e a voz embargada ao lembrar o companheiro do partido. "O Eduardo perdeu a vida para que o Brasil abrisse os olhos para a necessidade de mudança", afirmou, ao lembrar que, agora, a legenda precisa se unir em torno da candidatura de Marina Silva. Presidente estadual do PSB, Júlio mostrou confiança na presença de Marina e de Tarcísio no segundo turno das eleições. Entretanto, reconheceu que a morte de Eduardo traz uma nova realidade para a campanha estadual, inclusive, em termos financeiros. "Todos os compromisso e acordos que tínhamos foram feitos com o Eduardo."
Fidélis quer recuperar o setor têxtil
O candidato a governador de Minas Gerais na coligação PSOL/PSTU, Fidélis Alcântara, teve nesta sexta um dia inteiro de atividades em Juiz de Fora. Em evento oficial dos partidos coligados, no início da noite, na Avenida dos Andradas, ele disse que é preciso recuperar a indústria têxtil da Zona da Mata. "É preciso entender como isto se deu, mas desde já podemos apontar, como um motivo, a falta de subsídios estaduais para as pequenas produções locais."
Fidélis voltou a bater na tecla da dívida pública do estado, mote de sua campanha. Ele defende que o pagamento contribui para a concentração de renda e impede o investimento nos serviços públicos. "É preciso fazer uma auditoria nas contas do estado. A dívida pública faz com que o dinheiro do contribuinte vá para banqueiros, causando a falta de recursos para saúde, transporte e educação." O candidato também defendeu a eleição de parlamentares do PSOL e do PSTU, que não recebem financiamento privado. "As doações de campanha por empresas são a ‘porta de entrada’ da corrupção. Na nossa coligação, não há dinheiro de empresas."
Fidélis, que liderou movimentos sociais e manifestações nas ruas ao longo de 2013, em Belo Horizonte, tem como candidata a vice-governadora a sindicalista juiz-forana Victória Mello, que concorreu à Prefeitura de Juiz de Fora pelo PSTU em 2012. Pela manhã, o candidato e Victória fizeram panfletagem no Bairro Benfica, Zona Norte. Acompanhados por apoiadores, eles fizeram caminhada pelas ruas do bairro. À tarde, o candidato fez caminhada pelas ruas do Centro e finalizou o percurso na rua Halfeld, onde fez corpo a corpo com a população.









