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‘Minha casa’ é debatido na Câmara


Por Tribuna

09/10/2013 às 07h00

A necessidade de mais critérios para alocar pessoas beneficiadas pelo programa Minha casa, minha vida, bem como a alta inadimplência entre os sorteados, foram os questionamentos principais levantados pelos vereadores durante audiência pública da Câmara Municipal, realizada ontem, com o presidente da Emcasa, Luís Carlos dos Santos. A Emcasa cuida do combate ao déficit habitacional no município, tendo assumido a responsabilidade pelo Minha casa, minha vida no início da gestão Bruno Siqueira (PMDB). Este foi mais um dos encontros solicitados pelo vereador Rodrigo Mattos (PSDB) para prestação de contas da Prefeitura sobre o balanço da atuação de seus órgãos durante o primeiro ano do novo Governo.

O próprio Rodrigo questionou a alta inadimplência de pessoas que, sorteadas para o programa, teriam de pagar uma taxa reduzida de financiamento. O número de famílias que compram imóveis pelo programa aumentou, nos últimos dois anos, de 16 mil para 28 mil famílias, o que teria agravado o problema. Luís Carlos afirmou que a Emcasa dedica atenção ao assunto e que as despesas com cada condomínio têm de ser apresentadas às famílias, a fim de evitar o arrocho.

Já os vereadores Julio Gasparette (PMDB), José Marcio (PV) e José Fiorilo (PDT) questionaram os critérios que, em Juiz de Fora, são utilizados pela execução do programa para direcionar famílias de baixa renda aos novos condomínios. Segundo Julio, a falta de critérios tem obrigado famílias e idosos a dividir os condomínios com criminosos e pessoas envolvidas com drogas. É preciso mudar esse sistema, que não leva em consideração o perfil das famílias que vão dividir o mesmo condomínio. Fiorilo lembrou a necessidade de conservar as famílias nas regiões onde vivem. As pessoas têm seus laços e não devem ter de abandona-los. Segundo o presidente, uma solução para o problema também tem sido estudada.