Consultoria é item de maior gasto na Câmara
O gasto com serviços de profissionais especializados e consultoria foi o item, em setembro, que mais consumiu recursos da verba indenizatória na Câmara Municipal, representando 24% das despesas ou R$ 29 mil. Apesar de liderar o ranking, o montante destinado a transportes – que reúne as despesas com veículos, locação e combustíveis e lubrificantes – ainda predomina na avaliação das despesas dos parlamentares, respondendo, os três itens, por quase 40% dos gastos. Na análise da planilha de setembro, a Tribuna considerou as despesas realizadas por tipo de serviço. O levantamento também comparou as contas referentes aos meses de julho e agosto. Em todos os três meses, as despesas totais da Casa estiveram ao redor dos R$ 120 mil mensais.
Hoje, o Parlamento dispõe de R$ 152 mil mensais para custeio de gabinetes, sendo que cada vereador não pode ultrapassar o teto de R$ 8 mil. O dinheiro é destinado a aluguéis de escritório, despesas com veículos e combustíveis, contratação de pessoal de consultoria, insumos de escritório, postagens nos correios, além de outros serviços que podem ser utilizados pelos parlamentares (ver gráfico). O vereador que mais gastou foi João do Joaninho (DEM), que excedeu o limite em julho e setembro. Os gastos excedentes são reembolsados. Já o gabinete que mais economizou foi o de José Fiorilo (PDT), que gastou uma média de R$ 2.200 (ver arte).
Em julho, o gasto dos gabinetes com consultoria demandava mais de R$ 26 mil reais, tendo se mantido estável em agosto e crescido para R$ 29 mil em setembro. Tais valores representaram 21% das despesas totais da Casa em julho e agosto e 24% em setembro. Embora supere outros gastos recorrentes entre parlamentares, como aqueles com combustíveis e lubrificantes (18,9%, em setembro), despesas com veículos (15,2%) e com serviços gráficos (10,73%), a assessoria da Câmara afirma não ser possível esclarecer que tipo de serviços são prestados aos parlamentares, por este item permitir maior liberdade para o vereador ao buscar um serviço especializado.
Os gastos com veículos continuam relevantes. Se somados, os montantes para combustíveis e despesas com veículos responderam por mais de R$ 40 mil tanto em julho com em agosto, algo em torno de 36% das verbas indenizatórias. Em setembro, mês em que houve gastos com locação de veículos, os dispêndios chegaram a aproximadamente R$ 45 mil, 38% do total. A utilização do dinheiro da Câmara para combustíveis e despesas gerais com veículos é limitada pelo regimento interno da Casa, que prevê o máximo de R$ 2 mil por vereador. Apesar disso, alguns parlamentares constantemente excedem o teto, caso de João do Joaninho, que extrapolou o valor nos três meses analisados. Em julho, Chico Evangelista (Pros), Luís Otávio Coelho (Pardal, PTC), Cido Reis (PPS), Oliveira Tresse (PSC) e Antônio Aguiar (PMDB) também ultrapassaram o limite em despesas com veículo. Os mesmos vereadores excederam o teto em agosto, desta vez acompanhados por Andre Mariano (PMDB).

De R$ 400 a R$ 1.600
Outros gastos que merecem análise são os com aluguéis e manutenção de escritórios para representação parlamentar, que foram instituídos nesta legislatura, para suprir a necessidade de mais espaço para atender à população. Os valores representam cerca de 5% das contas, totalizando R$ 7 mil. Alugam escritórios o presidente da Câmara, Julio Gasparette (PMDB), além dos vereadores Wanderson Castelar (PT), Nilton Militão (PTC), Ana Rossignoli (PDT), João do Joaninho (DEM), Roberto Cupolillo (Betão, PT), Antônio Aguiar (PMDB) e Jucelio Maria (PSB). O dinheiro com aluguéis é um dos que mais oscila, uma vez que cada vereador aluga o imóvel de sua preferência. Castelar, que aluga uma sala no Bairro Monte Castelo, despende pouco mais de R$ 400, ao passo que João do Joaninho, que aluga uma casa no Bairro São Pedro, gasta R$ 1.600.









