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Gastos por vereador vão de R$ 14.500 a R$ 45 mil


Por Tribuna

21/08/2014 às 21h24

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O Comitê de Cidadania, entidade ligada à Igreja Católica que acompanha as atividades do Poder Legislativo e publica análises periódicas sobre gastos e desempenhos parlamentares, divulgou nesta quinta-feira (21) os resultados dos estudos referentes ao primeiro semestre de 2014. O destaque ficou para o levantamento dos gastos dos vereadores juiz-foranos com verbas indenizatórias entre janeiro e junho, as despesas dos vereadores com gabinete que, mediante apresentação de nota fiscal, são ressarcidas pela Câmara. A maior parte dos gastos ficou acima de R$ 40 mil, o que dá uma média de R$ 6.500 ao mês. Os parlamentares não podem exceder os R$ 8 mil mensais. Durante a divulgação, a entidade chamou a atenção para a disparidade entre o maior montante, do vereador Nilton Militão (PTC) – acima dos R$ 46 mil, e o menor, de José Fiorilo (PDT) – de cerca de R$ 14.500l: cerca de três vezes este valor. Foram R$ 756.077,51 para gabinetes.

"O vereador pode gastar o quanto achar necessário, desde que esteja dentro do teto mensal. Mas temos de estar atentos a por que alguns gastam tão mais do que os outros", afirmou a presidente do Comitê, Déa Emília Carneiro de Andrade, durante a divulgação. Dos 19 vereadores, 14 utilizaram mais de R$ 40 mil em verbas indenizatórias – além de Militão, Ana Rossignoli (PDT), André Mariano (PMDB), Antônio Aguiar (PMDB), Cido Reis (PPS), Chico Evangelista (PROS), Vagner de Oliveira (PR), Isauro Calais (PMN), João do Joaninho (DEM), Luís Otávio Coelho (Pardal, PTC), Julio Gasparette (PMDB), Noraldino Júnior (PSC), Oliveira Tresse (PSC) e Rodrigo Mattos (PSDB). Abaixo dos R$ 40 mil, apenas Fiorilo, José Márcio (PV), Jucelio Maria (PSB), Roberto Cupolillo (PT) e Wanderson Castelar (PT). Entre os que despenderam menos recursos públicos, os valores variam. Fiorilo foi o único abaixo dos R$ 20 mil (ver quadro).

Entre os itens da verba indenizatória – aluguel de escritório, assinaturas e publicações na internet, correios, serviços gráficos, combustíveis e veículos, telefone, materiais de escritório, cantina – três receberam levantamento especial por parte da entidade. O Comitê apontou o vereador que gastou mais e o que despendeu menos recursos em consultoria, veículos e telefones. Em consultoria técnica, um dos tipos de gastos que mais despendem recursos do Legislativo, Noraldino demandou R$ 19.200, enquanto Pardal, dentre os que utilizaram a consultoria, teve o menor gasto: R$ 3.400. Com veículos, Cido usou R$ 24.600, ao passo que Castelar, R$ 3.800. Em ligações telefônicas, Antônio Aguiar gastou R$ 6.700 e José Márcio, R$ 1 mil.

 

Voto cidadão

Além de tornar públicos os gastos dos parlamentares com a verba de gabinete, o informativo do Comitê de Cidadania ainda trouxe uma campanha pelo voto consciente, com informações sobre o voto nulo, os partidos com maior número de políticos cassados e as incumbências de cada um dos cargos incluídos nas eleições de 2014 – presidente e vice, governador e vice, senador e suplentes, deputados federais e deputados estaduais. A ênfase do boletim foi no repúdio ao voto nulo, que, conforme esclarece o documento, não anulam as eleições, ao contrário do que acreditam muitos eleitores. "Apesar de vivermos tempos de desilusões, desconfiança e descrédito em relação à classe política, cabe a cada cidadão permanecer ativo, bem informado, atento e vigilante, não recuando diante do direito ao voto", defende o informativo, em seu editorial.

Seis dos vereadores são hoje candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa: Noraldino, Isauro, Pardal, Vagner, Betão e Castelar.