Pagamento do ‘Poupança jovem’ continua pendente
Ex-alunos das escolas da rede estadual que participaram do programa "Poupança jovem", iniciativa do Governo de Minas, reforçam as reclamações da demora no pagamento das bolsas a quem têm direito. No início de setembro, a Tribuna noticiou os problemas enfrentados por jovens da cidade que ainda não haviam recebido os benefícios após a conclusão do ensino médio no ano passado. À época, a assessoria a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), responsável pelo programa, afirmou que a quitação estava prevista para outubro, o que acabou não acontecendo. "O cenário não mudou. Tenho direito a receber R$ 3 mil reais, mas estou preocupado com a liberação do dinheiro. No caso das turmas que formaram no ano passado, os pagamentos foram efetuados no primeiro semestre. Isso deixa a gente muito preocupado. É um dinheiro importante para que eu possa dar sequência aos estudos", reclama o estudante Wellerson Freitas, 19 anos.
Apesar do prazo informado à reportagem anteriormente, a assessoria da Sedese afirma que não há atraso no pagamento das bolsas. "A previsão de concluintes referente ao ano letivo de 2012 é de 12 mil jovens, que receberão a bolsa até o final do ano de 2013. Importante destacar que não se trata de um atraso, mas de um período necessário para apuração das condicionantes do programa, tais como frequência, participação nas atividades de contraturno, dentre outros critérios. Por isso, os pagamentos são realizados ao longo do ano seguinte. O pagamento das bolsas será realizado até o final do mês de novembro de 2013. A previsão de concluintes em 2013 é de 16.400 mil jovens, que receberão a bolsa no ano de 2014", afirma a nota da secretaria. Em Juiz de Fora, cerca de dois mil estudantes aguardam o pagamento da bolsa.
O "Poupança jovem" foi criado pelo Governo de Minas com o intuito de reduzir a evasão escolar. Para isso, os alunos que participam do projeto tem direito a R$ 1 mil ao fim de cada ano escolar concluído. Os recursos, entretanto, ficam bloqueados e só são liberados após o término do ensino médio. "Todos os meus colegas que formaram em 2012 estão na mesma situação e não tiveram acesso ao dinheiro", reclama Wellerson.









