Em greve, servidores da Ebserh fazem passeata e mutirão de doação de sangue

Ato desta quarta-feira ocorre após servidores rejeitarem a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) de acordo salarial e de fim do movimento grevista


Por Tribuna

06/06/2018 às 10h09- Atualizada 06/06/2018 às 10h10

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Foto: Felipe Couri

Trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realizam um novo protesto, na manhã desta quarta-feira (6), como parte da greve da categoria, iniciada nesta terça. O ato ocorre após servidores rejeitarem a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) de acordo salarial e de fim do movimento grevista.

Servidores se mobilizaram em frente à unidade Santa Catarina do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para uma passeata. Eles caminharam até o Hemominas, no Centro da cidade, com cartazes e distribuindo panfletos. No local, cerca de 25 trabalhadores realizaram doação de sangue e cadastro para doação de medula.

De acordo com a delegada regional do Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais (Sindsep-MG), Isabel Aparecida Tomáz, uma nova proposta foi apresentada pela direção da Ebserh e pelo Ministério da Educação (MEC) no fim da tarde de terça. Em troca do fim da greve, a oferta contemplaria o pagamento de 100% do IPCA referente a março de 2017 – que é de 4,76%. Com relação ao pagamento retroativo de recomposição das perdas, a proposta sugere a quitação de 70% do total acumulado e em duas parcelas, todas pagas ainda neste ano.

Para o acordo salarial de 2018, a proposta  inclui o pagamento de um índice de 70% do IPCA acumulado no período, o que daria 1,98%. Neste caso, os valores retroativos seriam pagos em sua integralidade, mas em duas parcelas, seguindo o mesmo modelo da proposta para o acordo referente ano passado. Também seriam mantidas as cláusulas sociais e a inclusão da possibilidade de haver 30 minutos de intervalo para almoço.

“É uma proposta que melhora um pouco as reivindicações, trocou o INPC pelo IPCA e garante as cláusulas sociais, mas ainda não atende a tudo o que queremos, principalmente o pagamento retroativo do acordo de 2017, que ele quer pagar apenas 70% e esquecer os outros 30% acordados”, avalia Isabel Tomáz. A proposta será analisada em assembleia nesta quarta-feira, às 11h30, no HU Santa Catarina. Se aprovada, ela será encaminhada ao Comando de Greve Nacional , que decidirá os próximos passos do movimento.

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