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Gente que vota – Quem utiliza programas sociais


Por Hélio Rocha

02/09/2014 às 07h00- Atualizada 02/09/2014 às 09h29

Fernando PriamoA auxiliar administrativa Marilaine Santos, 39 anos, é mãe de cinco filhos e foi beneficiária do “Bolsa família” por seis anos, tendo deixado o programa no ano passado, após encontrar um emprego que lhe permitisse subsistir sem o benefício. Atualmente, no entanto, usufrui de um novo benefício, o “Fundo de financiamento estudantil” (Fies), que paga na íntegra seu curso de engenharia de produção numa faculdade particular. O filho mais velho, hoje com 20 anos, também é usuário do Fies e cursa administração. Ela afirma que o principal diferencial dos programas do Governo é permitir aos mais pobres a possibilidade de ascender socialmente. “Hoje a gente só precisa acreditar na nossa capacidade”, afirma. Identificada com políticos que julga “mais próximos do povo”, Marilaine diz que observa nos candidatos o grau de comprometimento com os movimentos comunitários e sociais.

Como os programas sociais mudaram a sua vida?
“Eles permitiram que eu estudasse, uma vez que, com os benefícios, eu podia garantir a alimentação dos meus filhos. Se hoje eu tenho um emprego melhor e estudo na faculdade, devo isso ao ‘Bolsa família’.”

Que avaliação faz da campanha eleitoral e dos candidatos, até o momento?
“Quero a permanência do atual Governo. Não sei como vão ficar os programas sociais com a vitória de outro projeto político. Talvez eles sejam mantidos no início, mas enfraquecidos com o tempo.”

Sente-se representada pelos atuais candidatos?
“Se o candidato trabalha pelo povo, está envolvido no movimento comunitário e nas lutas sociais, ele me representa.”

O que espera dessas eleições e do futuro político do Brasil?
“Espero a escolha de políticos comprometidos com a causa do povo, que pede socorro todo dia. Isto vale tanto para o Planalto como para o Congresso.”