A ‘capital’ do grafite
Atualizada às 15h06
Ligado diretamente a vários movimentos, principalmente ao hip-hop, o grafite nasceu como arte e forma de expressar a realidade das ruas. Por isso, artistas dessa cena se reúnem em dois eventos de Juiz de Fora que tem como objetivo a valorização deste trabalho.
Nos dias 3 e 4 de dezembro, a cidade vai virar a “capital” do grafite. Neste sábado e domingo, das 9h às 18h, a Escola Estadual Dilermando Costa Cruz vai receber a sexta edição do Purencontro. O evento vai reunir mais de 200 grafiteiros de vários cantos do Brasil e do mundo com objetivo de dar cores e vida aos muros da escola e de duas casas do Bairro Linhares. A mostra de grafite é um projeto em formato de mutirão sem fim lucrativo que acontece anualmente. Segundo uns dos organizadores, Igor “Tenxu”, vice-presidente da Associação Juiz-Forana de Hip Hop, é importante a confraternização desses artistas. Neste ano, o evento foi contemplado com a Lei Murilo Mendes, além de contar com apoio da arte cans/flame, o que possibilitou a distribuição de 900 sprays. Em parceria com a Polícia Militar, também será grafitado o muro em frente ao posto policial do bairro. Haverá limpeza do entorno e capina com intenção de dar cara nova ao ambiente.
Outro muro
Já quem passar pelo campus da UFJF pode conferir o trabalho de outros dois grupos de grafite. O Setor 276 e o UGC, ambos de Juiz de Fora, estão produzindo, aos domingos, na presença do público, dois painéis na Praça Cívica. A realização integra o projeto HipHopologia, que estuda o movimento hip-hop e oferece batalha de MC’s, rima temática e sarau de poesia marginal. Segundo a artista Chris Assis, uma das integrantes, o objetivo é ocupar todos os espaços públicos e mostrar que o grafite é uma arte. O evento, que integra o projeto Domingo no Campus, da UFJF, vai acontecer aos domingos até o dia 18, quando será realizada a finalização dos painéis.










