3% discute futuros distópicos
Cesar Charlone enxergou na trama de “3%”, situada em uma distopia futurista brasileira, mais do que mais uma fantasia bem imaginada. Ao ser convidado para exercer a função de diretor geral da primeira série original da Netflix produzida no Brasil, percebeu uma semelhança entre trajetória do grupo de jovens que protagoniza a série e os desafios pelos quais os próprios filhos precisam passar ao ingressar na vida adulta.
“É, de alguma forma, um rito de passagem”, ele avalia. Nessa metáfora, o que os personagens de “3%” passam na tentativa de deixarem o caos onde vivem para serem selecionados a ingressar em um lugar utópico chamado Mar Alto é o mesmo que filhos passam ao deixar de viver sob os cuidados dos pais. “Os jovens, hoje, precisam se provar. Eles competem com os outros nas vagas por vestibulares, surgem questões éticas. É o início de uma jornada por um mundo muito novo.”
Uruguaio e indicado ao Oscar pela fotografia do filme “Cidade de Deus”, o diretor ingressou no projeto da Netflix de criar uma ficção científica brasileira e distribuída para 190 países em 2014.









