Corpo de motorista é encontrado cerca de 20 horas após acidente

Família de Thiago Zanelli chegou a fazer campanha na internet para tentar localizar o rapaz e só foi comunicada do acidente após 15 horas

Por Tribuna

11/08/2017 às 08h28 - Atualizada 11/08/2017 às 18h01

Corpo de Thiago (foto, no detalhe) ficou submerso por cerca de 20 horas após o acidente. Família busca respostas (Foto: Arquivo pessoal)

 

O corpo do empresário Thiago Zanelli Lima, de 29 anos, que estava desaparecido após acidente na madrugada de quinta-feira (10), no Bairro São Pedro, só foi localizado cerca de 20 horas depois. O carro em que a vítima estava caiu dentro de um córrego na Avenida Pedro Henrique Krambeck, em trecho que coincide com a BR-440. A vítima estava debaixo do veículo. Familiares chegaram a fazer uma campanha na internet em buscas de notícias de Thiago. Eles ainda buscam resposta para o ocorrido, já que a família só soube do acidente cerca de 15 horas após ele ter acontecido. A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que o caso será encaminhado para a 2ª Delegacia, mas que as investigações só serão iniciadas na próxima semana.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por uma pessoa que relatou que o homem estava desaparecido depois de ter saído de uma festa em uma casa noturna no Aeroporto. Até então, a família não sabia do acidente. O carro que Thiago dirigia, um Ford Fusion, foi encontrado no curso d’água por volta de 4h30 de quinta-feira, quando foi registrada a ocorrência do acidente. A PM e os Bombeiros estiveram no local pouco depois de o veículo cair no rio, mas não encontraram a vítima. Uma prima de Thiago, Jacqueline Castro, contou que a família só soube do episódio por volta de 19h, quando a polícia entrou em contato com a mãe de Thiago, quase 15 horas após o acidente.

Os familiares então começaram as buscas, sendo que alguns foram para o local do acidente e acionaram o guincho. “Quando o carro foi retirado, percebemos que as mensagens que havíamos enviado pelo WhatsApp começaram a chegar, e também o telefone dele chamava. Foi aí que se levantou a hipótese de o corpo estar debaixo do carro. Não entendemos como se passaram quase 24 horas, e ninguém havia feito nada”, questiona Jacqueline.

O Corpo de Bombeiros informou que não tem acesso aos dados do veículo para localizar a família, motivo pelo qual não faz o comunicado. Em nota, a PM esclareceu que foi acionada pelos Bombeiros que haviam informado se tratar de “um veículo caído em um córrego sem vítimas e sem proprietário”. Ainda conforme a nota, embora se tratando de comunicação de um acidente sem vítima, os militares seguiram até o local para realizar os procedimentos de praxe. A corporação ressaltou que o veículo não foi removido em razão de contrato firmado entre o Estado e o autossocorro que prevê remoção somente quando o automóvel está na via, o que não era o caso. Sobre os questionamentos da família em não comunicar o acidente, diz o texto da nota: “Sempre que podemos, o fazemos, mas nos casos mais graves. Até então, o caso era de um acidente sem vítimas, e o veículo não possuía relação com algum tipo de crime”.

O conteúdo continua após o anúncio

Corpo estava no fundo de córrego

Thiago foi encontrado submerso no córrego, já sem vida. Seu corpo foi retirado pelos Bombeiros e levado para o Instituto Médico Legal (IML). O Corpo de Bombeiros esclareceu que fez todos os procedimentos quando esteve no acidente durante a madrugada. De acordo com a tenente Priscila Adonay, quando os Bombeiros chegarem no local, encontraram o carro ainda ligado, sem a chave na ignição e sem documentação dentro.

Foi feito o desligamento da bateria e buscas dentro e no entorno do carro, porém, nenhuma vítima ou vestígio de que houvesse alguém no local foram encontrados. “Não era possível ter localizado o corpo sem a retirada do carro. Uma guarnição nossa acompanhou o trabalho do guincho, e, após a retirada do veículo, fizemos novas buscas e também não achamos o corpo. Só depois, com os trabalhos já finalizados, a guarnição optou por descer novamente e, no local onde estava o veículo, usou uma ferramenta que afunda para detectar algo mais rígido. Nessa ação, localizamos o cadáver. Ele estava bem no fundo do córrego, e havia muito barro. Apenas um trabalho de investigação da Polícia Civil vai poder apontar como foi a dinâmica do acidente e como o corpo foi parar debaixo do carro”, explicou a tenente.

Thiago Zanelli foi velado no Cemitério Parque da Saudade, e o sepultamento foi realizado às 16h30 desta sexta-feira.

*Vívia Lima

Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia