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O mundo envelheceu! E agora?

Por Elinete Rejane da Silva, especialista em desenvolvimento humano e mestre em qualidade total

14/04/2019 às 07h00- Atualizada 15/04/2019 às 08h06

O mundo passa a ter uma população mais envelhecida em 2019. Com base nos dados demográficos da Divisão de População da ONU, revisado em 2017, este é o ano em que o número de pessoas com 65 anos ou mais será superior ao número de crianças de 0 a 4 anos.

Iniciamos uma ida rumo ao envelhecimento sem volta, pois a tendência é que essa curva demográfica suba cada vez mais ao longo do século XXI. A previsão do estudo da ONU é que, em 2075, o número de idosos irá ultrapassar o número de crianças e jovens de 0 a 14 anos, ou seja, teremos um mundo efetivamente envelhecido.

O estudo ainda traz a relação de idosos do Brasil, e os números são mais avançados. A curva que atinge o mundo hoje, em 2019, já ocorreu no Brasil em 2013: desde essa época, nós já estamos vivenciando o crescimento do envelhecimento em relação às crianças de 0 a 4 anos, e a previsão é que o país se torne uma população envelhecida em 2037, quando o número de pessoas com 65 anos ou mais ultrapassará o número de crianças e jovens de 0 a 14 anos. Há apenas 18 anos nesta lacuna.

E agora? Será que o mundo já está preparado para encarar essa nova situação? Será que existem políticas públicas preparadas para essas pessoas? Será que nós estamos preparados para nos adaptarmos a essa nova realidade?

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Estamos refletindo sobre a situação do mundo e do Brasil, mas e a nossa Juiz de Fora? Atualmente, 13% da população da cidade já chegou aos 60 anos ou mais, o equivalente a aproximadamente cem mil pessoas nesta faixa etária. O que estamos fazendo para termos uma cidade igualitária, sem exclusão destas pessoas, haja vista que, em pouco tempo, essa será a maioria das pessoas na cidade?

É preciso pensar fora da caixa e perceber que o envelhecimento é natural do ser humano, e a sua adaptação deixou de ser só de responsabilidade do Poder Público, mas passou a ser considerada como responsabilidade social. Sim! Eu, você, as empresas privadas, os setores de serviço, o comércio, as indústrias e o Poder Público precisamos, juntos, preparar a cidade que queremos para nós em curto, médio e longo prazo.

As empresas, de uma forma geral, têm uma responsabilidade solidária neste cenário. Há de se pensar que Juiz de Fora, nos últimos tempos, recebeu um número grande de farmácias, drogarias, laboratórios e comércio voltado para esse nicho de mercado. E qual a contrapartida social estamos recebendo dessas empresas? Quais benefícios elas estão trazendo para a sociedade em que ela está inserida?

O mundo envelheceu! É preciso pensar fora da caixa.

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