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Educação emocional em tempos de pandemia

“(…) fica aqui um convite para que se reduza a cobrança excessiva e descabida que gera alto nível de estresse com relação aos conteúdos escolares”


Por Karla Aparecida Gabriel, mestre em Educação, pedagoga, neuropsicopedagoga, professora da Educação Básica de formadores de professores e do curso de Pedagogia da Estácio JF

12/09/2021 às 07h00

Por volta de março de 2020, o cenário brasileiro mudou! A pandemia e os protocolos de saúde fizeram com que a sociedade vivenciasse o isolamento e o distanciamento social. Escolas, universidades públicas e privadas foram fechadas para que fossem cumpridos os protocolos com objetivo de evitar a disseminação da Covid-19.
O ensino tornou-se remoto, e a comunidade escolar e as famílias precisaram se reinventar. A escola passou a ser digital. Fomos observando um estreitamento dos laços entre escola e família. Diante desse cenário instável e impactante, esbarramos em situações inusitadas e de grandes desafios. Situações essas que estão sendo importantes para toda a comunidade escolar.

Estamos juntos nesse cenário diferente e necessitamos garantir que toda a comunidade escolar, principalmente nossos alunos e nossas alunas, desenvolvam e preservem a saúde mental, em qualquer natureza do ensino. Escola, família e sociedade devem unir objetivos em torno do acolhimento e da promoção de uma educação integral.
Interroga-se quanto a atrasos irreparáveis no processo de ensino e de aprendizagem. O ensino e a aprendizagem têm o poder de formar, transformar e recuperar. Dessa forma, fica aqui um convite para que se reduza a cobrança excessiva e descabida que gera alto nível de estresse com relação aos conteúdos escolares e que se possa acolher o aprendiz.

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Esse cenário pede que mudemos nossos olhares em direção ao outro. Busquemos o diálogo, a troca de experiências exitosas, o autoconhecimento e o autocuidado. Necessária a compreensão de que, apesar de racionais, somos seres movidos, também, por emoções. Que se pratique o que o educador e psicanalista Rubens Alves chamava de escutatória: ouvir o outro. Silenciar-se internamente para que se possa olhar para dentro e cuidar de si e do próximo.

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