Tópicos em alta: delivery jf / coronavírus / vacina / tribuna 40 anos / polícia / obituário

Mulheres na TI são exemplo de sucesso e competência

Josyane Lannes Florenzano de Souza, mestre em Engenharia de Softwares da Estácio


Por Tribuna

04/05/2021 às 07h00

Ser mulher é uma dádiva divina. Sim, significa quebrar barreiras e provar o tempo todo sua competência. Quando prova, quando mostra sua capacidade, a recompensa é surpreendente. Vêm o respeito de todos, a valorização de seu trabalho e uma sensação de missão cumprida, de “valeu a pena”.

Foi assim comigo. Iniciei a faculdade de tecnologia em meados da década de 1990. Pois é, na época éramos equilibrados, meninos e meninas. Depois, à medida que me especializava (pós-graduação em sistemas de informação, mestrado em engenharia de software), comecei a observar o quão o mercado era restrito para a mulher. Mas isso nunca me desanimou, pois acima de qualquer barreira estava minha competência e determinação em conquistar o mundo.

E conquistei. Fiz intercâmbio em Oxford, onde aperfeiçoei meu inglês, e fiz minhas especializações, nessa área quase que exclusivamente masculina. Aos poucos fui conquistando uma posição de destaque nas empresas em que trabalho. Inicialmente como professora em instituição tecnológica (nível técnico) e de ensino superior (graduação e pós-graduação), depois, vários cargos de gestão como coordenadora de cursos na área de tecnologia, pró-reitoria de graduação e pós-graduação e assessoria de empresas em social media. Sim, valeu a pena enfrentar esse universo em que ainda somos minoria, mas em que estamos crescendo e conquistando nosso espaço a cada dia.

Hoje, se pararmos para analisar o cenário das grandes empresas de tecnologias no Brasil, as conhecidas Big Techs, podemos nos deparar com dez mulheres liderando-as, como Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil; Katia Vaskys, diretora-geral da IBM; Fiamma Zarife, diretora-geral do Twitter, e a cofundadora do Nubank, entre tantas outras mulheres de sucesso. Portanto, sim, nós estamos em evidência.

O conteúdo continua após o anúncio

E nossa ascensão não vem de hoje. Faz tempo que caiu por terra essa ideia de que as áreas da tecnologia são de domínio e sucesso somente pelos homens. Se pararmos para fazer uma pequena pesquisa na história do setor, podemos ver que as mulheres sempre estiveram envolvidas, principalmente em cases de sucesso. Exemplo disso é a Ada Lovelace, primeira programadora da história, ou Mary Kenneth Keller, primeira mulher a receber um diploma de pós-graduação em computação.

Por mais que ainda venhamos a nos deparar com pesquisas como a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – apenas 20% dos profissionais que atuam no mercado de TI são mulheres -, não devemos desanimar, pois, na última década, nossa representatividade em cursos de carreiras técnicas, como Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, tem crescido. Sabemos que o caminho é difícil, mas não devemos desistir. É preciso que setores privados incentivem ainda mais a representatividade feminina no setor tecnológico, com bolsas de estudo, pesquisas e iniciativas sociais para colaborar com essa ascensão.

O meu conselho como mulher que conhece todos as regiões do Brasil, que já morou e trabalhou nos quatro cantos desse país, é: “Estude e mostre sempre sua competência por onde você passar, seja ética e determinada, pois, assim, você, mulher, será reconhecida por sua capacidade intelectual, seu compromisso e sua determinação. Conheça a si mesma, explore as possibilidades, planeje e faça acontecer”.

Vamos para cima, mulheres guerreiras!

Esse espaço é para a livre circulação de ideias e a Tribuna respeita a pluralidade de opiniões. Os artigos para essa seção serão recebidos por e-mail ([email protected]) e devem ter, no máximo, 30 linhas (de 70 caracteres) com identificação do autor e telefone de contato. O envio da foto é facultativo e pode ser feito pelo mesmo endereço de e-mail.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Desenvolvido por Grupo Emedia