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Respeito à vida

As campanhas educacionais são fundamentais para facilitar a convivência no trânsito, mas a execução de projetos de mobilidade e a melhoria das vias também são estratégicas


Por Tribuna

30/04/2021 às 07h00

Em tempos de pandemia, as atenções se voltam, necessariamente, para o enfrentamento ao coronavírus, cuja letalidade ainda é extremamente alta a despeito das vacinas. O número global de imunizados é mínimo por diversas razões, o que implica anos para uma possível imunidade de rebanho. Até lá, os cuidados devem ser a prioridade.

Entretanto a Covid 19 não é a única tragédia da pós-modernidade. O trânsito continua provocando números preocupantes, com média de três mortes por dia, equivalente a 1,3 milhão por ano, e 50 milhões de pessoas com sequelas. Se nada for feito, essa média pode chegar a 1,9 milhão. É a quinta causa de mortes no planeta.

Nessa quinta-feira, na Rádio CBN, o consultor José Luiz Britto Bastos, no quadro Trânsito Legal, advertiu para a necessidade de ações permanentes, destacando o início, neste sábado, do projeto Maio Amarelo, cujo tema este ano é: “Respeito e responsabilidade: pratique no trânsito”. A campanha, desde 2014, é promovida pelo Observatório Nacional de Segurança Viária.

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O respeito à vida deve ser a premissa básica até mesmo para a implementação de políticas públicas. O uso das vias urbanas e das rodovias ainda é feito de forma temerária por alguns atores, que desconhecem regras e, sobretudo, os riscos que geram para si e para terceiros. Tal irresponsabilidade se agrava com as condições das estradas. Com exceção das privatizadas, as demais, na maioria das vezes, são verdadeiras armadilhas para os usuários, ora por pistas comprometidas, ora pela falta de qualquer tipo de sinalização. Boa parte dos acidentes é fruto dessa perversa combinação.

A mobilidade urbana tornou-se uma demanda prioritária dos governos, mas sua implementação ainda é precária por conta dos recursos. No caso local, os ciclistas vivem o risco diário ao utilizarem a malha urbana, uma vez que o município não tem uma ciclovia. Há estudos e projetos, mas tirá-los do papel tornou-se um desafio. A renovação da concessão da MRS, cujos vagões cruzam Juiz de Fora, é o dado mais imediato, pois implica contrapartidas para o município com a construção de ciclovias e viadutos. Uma das prioridades atende a Zona Norte, com uma ciclovia ao lado da Avenida Brasil.

Mas a construção de meios não é o dado único. É fundamental a implementação da educação no trânsito, a fim de garantir a convivência pacífica entre motos, bicicletas, carros e pedestres. Estes, ao descumprirem regras básicas de segurança, também contribuem para as estatísticas.

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