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Moradores dos bairros Vila Esperança I e II vivem um drama pouco comum a Juiz de Fora, mas que, se nada for feito, pode se transformar em rotina: estão apartados pela violência. Uns não podem frequentar a unidade de saúde dos outros em razão do impedimento informal, estabelecido pela rivalidade que só existe, de fato, […]

Por Tribuna

23/07/2016 às 07h00

Moradores dos bairros Vila Esperança I e II vivem um drama pouco comum a Juiz de Fora, mas que, se nada for feito, pode se transformar em rotina: estão apartados pela violência. Uns não podem frequentar a unidade de saúde dos outros em razão do impedimento informal, estabelecido pela rivalidade que só existe, de fato, entre grupos rivais, e não entre os moradores tradicionais, que se escondem na lei do silêncio imposta pela violência.

Há alguns anos, situação semelhante ocorria entre moradores do Jardim Natal e Jóquei Clube, num trecho que teve o emblemático nome de Faixa de Gaza. Foi preciso haver ação da própria comunidade e dos instrumentos do Estado para que a ordem fosse restabelecida. Não se criou um éden, mas uma situação bem melhor do que era antes. Talvez seja preciso realizar uma ação semelhante na Zona Norte não apenas para pacificar os bairros mas para devolver ao cidadão o direito constitucional de ir e vir.

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Cidades com pontos conflagrados carecem de reação, e, quando o fazem, a situação é tão crítica que dificilmente há recuperação. O exemplo típico vem do Rio de Janeiro, onde as comunidades têm donos, que criam as próprias leis e fazem da violência um instrumento de controle. Isso ocorre quando o Estado se afasta e, quando tenta recuperar terreno, precisa redobrar esforços. O mal precisa ser cortado pela raiz.

Juiz de Fora não tem esse cenário, ainda, mas não pode permitir tal situação. Se não forem tomadas providências, o exemplo se desdobra para outros bairros, fazendo da cidade um espaço de comunidades separadas, a despeito do desejo da maioria, de ter a boa convivência.

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