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Em nome do eleitor

Série de entrevistas e debates facilitam o entendimento do eleitor e dão aos candidatos o espaço necessário para apresentarem suas propostas

Por Tribuna

20/11/2020 às 06h58

O Grupo Solar de Comunicação terminou, nessa quinta-feira, a série de entrevistas com os candidatos e as candidatas à Prefeitura. No primeiro turno, foram ouvidos os 11 participantes da disputa. Nesta segunda etapa, os dois finalistas, Margarida Salomão e Wilson Rezato, pela Rádio CBN Juiz de Fora, apresentaram suas propostas. Pelo mesmo canal, e nas redes sociais, os dois voltarão a se encontrar no dia 26, a partir das 19h30, num debate no qual o Grupo Solar tem a parceria da UniAcademia, devendo ser transmitido também, ao vivo, pela TV Diversa.

Em campanhas eleitorais curtas e num cenário de pandemia, tais eventos tornaram-se a ferramenta mais eficaz para o eleitor conhecer as propostas dos políticos. As redes sociais se aproveitam desse momento para repercutir as falas e nem sempre o fazem de maneira adequada, tirando falas de contexto num jogo já conhecido, mas que nem por isso deixa de ser condenável.

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Desde 1996, o Grupo Solar vem adotando o projeto Voto & Cidadania, forjado nos bancos acadêmicos da Universidade de Navarra, na Espanha, pelo qual o contraditório e a curadoria se tornam elementos importantes para o diálogo com os políticos. O velho declaratório, no qual um fala e o outro escuta, tornou-se obsoleto com esse modelo, pois os jornalistas, além de checarem a veracidade das falas, têm a oportunidade de fazer – em nome do eleitor – o contraditório.

Não se trata de um enfrentamento, uma vez que não é esse o papel dos jornalistas, mas uma avaliação do que está sendo dito. É próprio das campanhas eleitorais serem feitas promessas de todos os níveis, boa parte delas sem a mínima chance de execução, mas capazes de seduzir o eleitor menos atento. Agora, em tempos em que as fake news tornaram-se um fator a mais nas campanhas, a checagem dos dados ganhou mais consistência.

No dia 29, Juiz de Fora voltará às urnas, prerrogativa que ganhou por ter mais de 200 mil inscritos no seu colégio eleitoral. É uma forma, também, de dar ao eleitor a chance de apurar melhor os dados, pois, na primeira rodada, sobretudo quando é extensa a lista de candidatos, isso nem sempre é possível. Ademais, falta tempo para os próprios personagens apresentarem suas metas, salvo nas entrevistas e nos debates. O horário eleitoral, pulverizado ao longo do dia nas programações de rádio e televisão, há muito deixou de ser atraente, embora seja um fator importante para os candidatos de menor posse, pois, sem ele, sequer seriam conhecidos.



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