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Pesquisa Genial/Quaest: Lula amplia vantagem e venceria Flávio Bolsonaro nos dois turnos

Levantamento divulgado nesta quarta-feira também aponta que 51% dos eleitores acham que Lula não merece mais 4 anos como presidente


Por Estadão Conteúdo

15/07/2026 às 10h27

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem, dentro da margem de erro, sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial de outubro deste ano, tanto no primeiro quanto no segundo turno. É o que mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).

Em um eventual 2º turno da eleição ao Palácio do Planalto, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 37%. Na última pesquisa, divulgada em 10 de junho, o petista havia aberto uma vantagem de 6 pontos porcentuais (p.p.) sobre o parlamentar: 44% a 38%. Brancos, nulos ou não vão votar somam 14%. Já os eleitores que afirmam estar indecisos são 4%.

O presidente também venceria o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) por 45% a 36%. Brancos, nulos ou não vão votar somam 15%, enquanto os que estão indecisos são 4%.

No cenário contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 45% e o ex-governador de Minas Gerais, 35%. Brancos, nulos ou não vão votar somam 16%. Eleitores que estão indecisos são 4%.

Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 45% a 33%. Brancos, nulos ou não vão votar somam 18%. Eleitores que estão indecisos são 4%.

Primeiro turno

Na simulação do 1º turno, Lula oscilou positivamente de 39% para 40% e Flávio Bolsonaro oscilou negativamente de 27% para 28% na mostra divulgada nesta quarta-feira, 15. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece na terceira posição, com 4%. Ele está tecnicamente empatado com o ativista Renan Santos (Missão), que tem 3%, e com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que registra 2%.

Cabo Daciolo (Mobiliza), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), o escritor Augusto Cury e Samara Martins (UP) têm 1%, cada. Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram.

Eleitores que estão indecisos são 11%. Brancos, nulos ou nenhum somam 8%.

Decisão de voto

Entre os eleitores que já escolheram um candidato à Presidência, 65% afirmam que seu voto está decidido e não deve mudar até outubro. Outros 35% dizem que ainda podem mudar de candidato caso algo aconteça até as eleições.

51% acham que Lula não merece mais 4 anos como presidente

A pesquisa também mostra que 51% avaliam que o atual presidente não merece permanecer por mais quatro anos no comando do Palácio do Planalto, enquanto 45% entendem que o petista merece um novo mandato.

O levantamento também perguntou qual cenário desperta maior preocupação entre os eleitores. Para 46%, o maior medo é a volta da família Bolsonaro ao poder. Outros 38% afirmaram temer um novo mandato de Lula. Já 8% disseram ter receio de ambos os cenários, enquanto 4% responderam que não têm medo de nenhum dos dois. Eleitores que não sabem ou não responderam são 4%.

Pesquisa aponta que 48% aprovam governo Lula e 47% desaprovam

O levantamento também aponta que 36% dos eleitores consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como positivo, 2 pontos porcentuais a mais que o levantamento divulgado em 10 de junho. É o mesmo patamar dos que avaliam a gestão petista como negativa, enquanto aqueles que consideram regular se mantiveram em 26%. Não sabem ou não responderam somam 2%.

Aprovação

A pesquisa também mediu a aprovação pessoal do trabalho de Lula como presidente, que subiu 1 ponto porcentual na comparação com o levantamento de junho. Segundo a pesquisa, 48% aprovam o petista, ante 47% que desaprovam. Os que disseram não saber ou que não responderam somam 5%.

Percepção sobre economia

Para 43% dos entrevistados, a economia do País piorou nos últimos 12 meses, enquanto 20% consideram que melhorou. Os eleitores que consideram que ficou do mesmo jeito são 33%. Não sabem ou não responderam somam 4%.

A Quaest ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, presencialmente, de 10 a 13 de julho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.