Maurício Delgado deixa de ser suplente de Áurea Carolina em chapa para o Senado
PSOL decidiu não participar das eleições para o Governo de Minas e para o Senado de qualquer chapa integrada por PSDB
Em comunicado emitido pela direção estadual do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), foi anunciado que o vereador Maurício Delgado (Rede) não será mais suplente de Áurea Carolina (PSOL) em chapa para o Senado. Quem passa a ocupar a condição de suplente é a primeira-dama de Itabira, Raquell Guimarães.
Sendo assim, a Federação deve integrar a coligação encabeçada por Patrus Ananias (PT), condicionada à confirmação de Áurea Carolina como candidata ao Senado pela chapa.
Também foi estabelecido que a Rede Sustentabilidade está liberada para prestar apoio político a Alexandre Kalil, sem que a federação integre formalmente sua coligação. Por fim, foi determinado que a decisão estadual favorável ao apoio da Federação PSOL-Rede à chapa de Kalil não seja formalizada perante a Justiça Eleitoral.
Em nota, o vereador Maurício Delgado agradeceu ao partido pela confiança e pela indicação de seu nome. Ele afirmou, no entanto, que, diante dos últimos acontecimentos envolvendo a Federação em Minas Gerais, entende que não existem mais condições políticas para sua permanência no projeto. Ele se referiu justamente ao conflito entre a posição estadual e a decisão nacional da Federação. “A mudança desse cenário, desconsiderando uma posição construída no âmbito estadual, pesou diretamente na minha decisão e se soma a outras divergências políticas que tornam incompatível a minha permanência na candidatura. Durante os meus cinco anos e sete meses de mandato como vereador de Juiz de Fora, construí uma atuação independente, coerente e pautada na defesa dos interesses da população. (…) Permanecer nesse projeto significaria contrariar o posicionamento que venho sustentando publicamente perante a população de Juiz de Fora. Meu mandato é independente e continuará sendo”, disse.
O que são as federações partidárias
As federações partidárias foram criadas pela reforma eleitoral de 2021 e permitem que dois ou mais partidos atuem juntos, de forma nacional, por pelo menos quatro anos. Na prática, durante esse período, as legendas passam a funcionar como uma só agremiação para fins eleitorais e partidários.
Mesmo dentro da federação, porém, cada partido mantém seu próprio nome, sigla e número. A federação não recebe uma numeração própria, já que as legendas continuam existindo individualmente, apesar da atuação conjunta.
O início do período eleitoral de 2026 é no próximo domingo (dia 16).









