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Gays e profissionais de saúde fazem atos


Por Tribuna

28/06/2013 às 20h22

No Dia do Orgulho Gay, manifestantes levaram suas bandeiras para a rua

No Dia do Orgulho Gay, manifestantes levaram suas bandeiras para a rua

Depois de encerrado o movimento pela redução da tarifa de ônibus, mais manifestações ganharam as ruas do Centro nesta sexta-feira (28), no final da tarde e início da noite, com outras reivindicações. Primeiro, integrantes do Movimento Gay se reuniram No Parque Halfeld, em frente à Câmara Municipal, para protestar, principalmente, contra o Projeto de Lei denominado "Cura gay", o qual permite que psicólogos promovam tratamentos para a reversão da orientação sexual. Além disso, os manifestantes pediam a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Mais tarde, no mesmo local, foi a vez de trabalhadores da área de saúde realizarem uma passeata contra o Projeto de Lei 286/02, que trata do Ato Médico, o qual atribuiria a estes profissionais serviços destinados a outras 13 especialidades da área de saúde.

Segundo estimativa dos organizadores, cerca de 200 pessoas se uniram para lutar pelas causas gays. Pelo levantamento da Polícia Militar, foram aproximadamente 150 manifestantes. Um microfone foi aberto para que os presentes pudessem se pronunciar. Um dos fundadores do Movimento Gay de Minas (MGM), Oswaldo Braga, lembrou que nesta sexta é comemorado o Dia do Orgulho Gay e, por isso, a data havia sido escolhida para os protestos. Oswaldo acrescentou que a intenção era discutir também pautas municipais, como a inclusão dos eventos da Semana Gay no calendário oficial da cidade, a criação do Dia Municipal do Combate a Homofobia (17/05) e a promoção de uma educação sem homofobia nas escolas. Depois de quase uma hora em frente à Câmara, a passeata seguiu pelo Calçadão da Halfeld até a Avenida Getúlio Vargas.

Enquanto integrantes do Movimento Gay desciam a Halfeld, especialistas das áreas da saúde se reuniam em frente à Câmara. De acordo com a polícia, cerca de 200 manifestantes participaram deste ato. Os organizadores não souberam estimar o público. Com faixas e gritos de ordem contra o Ato Médico, os participantes também desceram o Calçadão, mas seguiram até a Praça da Estação. No caminho, a moradora de um prédio prestou apoio ao grupo, balançando um lençol branco da sacada.