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Definição sobre o HU só na próxima semana


Por Tribuna

27/03/2013 às 07h00

O cenário caótico que, desde o início do mês, tomou conta do Hospital Universitário (HU), com a interrupção da marcação de exames, restrição de internações e fechamento de 50 leitos deve continuar até abril. Apesar das discussões ocorridas na Câmara Municipal, no Ministério Público Federal (MPF) e na UFJF, apenas na próxima semana, quando o Conselho Superior (Consu) da universidade irá se reunir, deve ser apontado um caminho sobre a adesão ou não do HU à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A decisão é importante pois foi após a UFJF se negar à aderir à empresa que os recursos de custeio do Ministério da Educação (MEC) deixaram de ser enviados. Com isso, a universidade foi obrigada a reduzir os atendimentos oferecidos. Na última segunda-feira, membros do Comitê em Defesa do HU procuraram o MPF, que já recebeu um requerimento com pedido de providências por parte da Câmara. O documento foi encaminhado ao setor de distribuição e ainda não há procurador responsável pelo caso. Essa definição será dada, provavelmente, na próxima segunda, já que hoje o órgão entra em recesso.

Ontem, membros do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Juiz de Fora (Sintufejuf-JF) estiveram, no final da tarde, na tribuna livre da Câmara para rejeitar a adesão à Ebserh. O membro do comitê, Flávio Sereno, destacou que dos quatro hospitais que firmaram acordo com a empresas, três estão sendo investigados pelo MPF. Segundo ele, esses contratos estariam permitindo a criação de subsidiárias." Isso poderia gerar um problema: instituições privadas, sendo sócias da Ebserh que administraria o HU", argumentou.

Já pela manhã, 60 médicos-residentes e representantes da diretoria clínica do HU realizaram um manifesto a favor da adesão à Ebserh. O grupo se reuniu em frente à Câmara e seguiu, pela Rua Halfeld, em direção ao PAM-Marechal. No caminho, os manifestantes distribuíram panfletos à população informando sobre os cortes nos atendimentos. "Conseguimos abordar muitas pessoas que se mostraram assustadas com a situação", afirmou o presidente da comissão dos médicos residentes, Glauco Mendonça.